Museu das Terras de Basto apresenta “Memórias do Território: 3.º Encontro de História Local”

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto através do Museu das Terras de Basto, organizou nos dias 17 e 18 de Maio (sexta e sábado), as «Memórias do Território: 3.º Encontro de História Local», que contou com a participação de meia centena de pessoas.
No dia 17 de maio, sexta-feira, foram apresentadas seis comunicações:
«A Rede de Museu e Sítios do Ave», por Paulo Costa Pinto, Gestor de Projetos de Cultura e Turismo na Comunidade Intermunicipal do Ave;
«Camilo Castelo Branco por Terras de Basto: Breve reflexão», por José Manuel Oliveira, Bibliotecário e Conservador da Casa de Camilo;
«A Casa da Taipa, de António Pereira, fortes, com muro e torre,» por Ana Maria Magalhães de Sousa Pereira, Investigadora em História de Arte;
«São Bartolomeu: A ordem e o caos na Ponte de Cavez», por Albertino Gonçalves, Professor Associado com Agregação da Universidade do Minho;
«Aspetos da recuperação do núcleo pictórico do Mosteiro de S. Miguel de Refojos»; Olga e Pedro Santa Bárbara, Sócios-gerentes da empresa Oficinas Santa Bárbara, Conservação Restauro e Divulgação de Bens Culturais, Lda.;
E finalmente, «Mulheres de um Tempo sem Tempo», por Helena Cardoso, Designer de moda. Integrou em 1987, o projeto “Formação, Capacitação Profissional de Mulheres”, da Comissão da Condição feminina, e actualmente dá apoio técnico à Casa da Lã, em Bucos.
À semelhança dos dois anos anteriores o Encontro continuou no dia seguinte, 18 de maio, sábado, Dia Internacional dos Museus.
De manhã, por volta das 9h30, o grupo assistiu à inauguração da 1.ª fase da pista de comboios em miniatura, no Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe. De seguida deslocou-se para Bucos onde visitaram as instalações da Casa da Lã, sediada no edifício da antiga escola primária, que foi adaptada para o efeito e onde um grupo de mulheres se dedica ao trabalho da lã. Daí se partiu para a visita à Casa da Taipa e sua capela, na freguesia de Cabeceiras de Basto (S. Nicolau), onde a Mestre Ana Maria Pereira, Investigadora em História de Arte, deu uma breve explicação da evolução arquitectónica da casa ao longo dos tempos. A visita prosseguiu, desta feita, já no Núcleo de Arte Sacra do Mosteiro de São Miguel de Refojos, onde se ficou a conhecer o núcleo de pinturas seiscentistas restauradas em 2012.
O almoço foi no restaurante regional “O Botas”, em Arosa, na freguesia de Cavez.
Daí se partiu até à Ponte de Cavez, Casa da Ponte e sua capela (capela de S. Bartolomeu), onde o grupo ouviu uma breve comunicação do Dr. Duarte Nuno Vasconcelos sobre a origem e história desta vetusta casa.
Já de regresso ao restaurante regional “O Botas”, a D. Nazaré Oliveira, doceira de Cavez, fez uma apresentação da forma como confeciona as suas cavacas e os seus rosquilhos. Ao mesmo tempo, que os visitantes puderam degustar estes deliciosos doces tradicionais.
Por fim, o grupo teve uma calorosa e alegre receção na sede do Rancho Folclórico “Os camponeses de Arosa”. O rancho dançou e os visitantes também. Terminando-se com um beberete oferecido pelo rancho, composto por iguarias tradicionais como a broa caseira, o presunto, as azeitonas, a cebola salgada e a aletria.
Garantimos que para o próximo ano há mais «Memórias do Território»!

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“Pista de comboios” em miniatura (continuação)

Continuam a decorrer os trabalhos da construção da maqueta da “pista de comboios” em miniatura.
Os técnicos da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto estão a concluir os trabalhos da construção da cabine para o painel de controle. Em simultâneo, os alunos do 3.º ano do Curso Técnico de Eletrónica do Externato de S. Miguel de Refojos estão a colocar as linhas sobre a plataforma da pista.

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“Pista de comboios” em miniatura

Prosseguem os trabalhos para a construção da “pista de comboios” no Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe.
No dia 26 de abril, sexta-feira, deu-se início a uma nova fase da pista.
Os alunos do 3.º ano do curso técnico de eletrónica do Externato de S. Miguel de Refojos, acompanhados pelos professores José Ferreira e Arnaldo Leite, deslocaram-se a este local para proceder à colocação dos tubos, que vão permitir a passagem dos fios elétricos.

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Pista de comboios em miniatura: início da construção

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No Museu das Terras de Basto (Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe), junto à plataforma giratória da antiga estação de caminhos de ferro de Arco de Baúlhe decorre neste momento a obra de construção de uma “pista de comboios” em miniatura.
A FERESPE – Fundição de Ferro e Aço, Lda., empresa com sede em Fradelos, Vila Nova de Famalicão é a mecenas das linhas e material circulante ferroviário em miniatura.
A construção iniciou-se no dia 15 de Abril estando a ser realizada por pessoal da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, sob orientação do Arq.to Miguel Gomes. A conceção e execução da maquete tem vindo a ser realizada por alunos do Externato de S. Miguel de Refojos, coordenados pelos seus professores.

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Memórias do Território: 3.º Encontro de História Local

Data: 17 e 18 de maio
Local: Museu das Terras de Basto (Núcleo Ferroviário de Arco de Baulhe)

Com esta atividade pretende-se dar a conhecer a História de Cabeceiras de Basto, bem como o Património existente.
No primeiro dia, 17 de maio, sexta-feira, terá lugar um conjunto de cinco comunicações, distribuídas entre a manhã e a tarde.
No dia seguinte, 18 de maio, sábado, Dia Internacional dos Museus, decorrerá uma visita ao património concelhio (ver programa).
A participação na sessão de comunicações e na visita ao património é gratuita.
O almoço do dia 18, que será no Restaurante Botas, é pago (12 euros por pessoa).
As inscrições já se encontram abertas (ver boletim de inscrição).
Inscriçâo: pode ser feita no Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe ou enviada por email (museuterrasdebasto@cabeceirasdebasto.pt).

Nestas Memórias do Território: 3.º Encontro de História Local continuam a trilhar-se os caminhos e a conhecer os homens que ontem e hoje habitaram e habitam Cabeceiras de Basto. Começamos com um mestre da palavra e um conhecedor das Terras de Basto, das suas gentes, do seu património e da sua gastronomia – Camilo Castelo Branco. Recuamos no tempo e vamos conhecer a Casa onde outro notável homem de Letras, Sá de Miranda, privava com os amigos – a Casa da Taipa. Descemos aos infernos para sermos salvos por S. Bartolomeu e vamos conhecer a Festa, do santo é claro. Festa antiga com tradição em Cabeceiras e que atrai a veneração de muitos forasteiros devotos ao Santo e à água que brota perto da Capela. Vamos entrar no Mosteiro de S. Miguel de Refojos e conhecer o seu núcleo de pinturas seiscentistas. Vamos ter o privilégio de perceber como é que velhas pinturas, delidas pelo tempo, foram cuidadosamente restauradas e de novo disponibilizadas à fruição dos homens. E terminamos a tecer, a tecer os fios da vida das mulheres de Bucos, herdeiras de um saber ancestral que estas teimam em trazer até nós.
Vamos ainda ter tempo de inaugurar uma pista de comboios em miniatura, fruto do mecenato em boa hora concedido pela empresa FERESPE: Fundição de Ferro e Aço, Lda. e cuja concepção e execução tem vindo a ser realizada em colaboração com o Externato de S. Miguel de Refojos.

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Restauro do retrato de D. Gomes Soeiro

Em 2012, a C.M. de Cabeceiras de Basto adjudicou, através de concurso, às Oficinas Santa Bárbara – Conservação, Restauro e Divulgação de Bens Culturais, Lda., a recuperação de 9 pinturas sobre tela (onde se incluem 2 bandeiras procissionais de dupla face) pertencentes ao Núcleo Museológico do Baixo Tâmega, situado no Mosteiro de S. Miguel de Refojos. Esta intervenção culminou com uma apresentação pública do trabalho efectuado, no dia 14 de Março de 2013, na qual estiveram presentes a Arq. Paula Silva, directora da Direcção Regional da Cultura do Norte e o Eng. Joaquim Barreto, Presidente da C.M. de Cabeceiras de Basto.

RETRATO DE D. GOMES SOEIRO
Pintura a óleo sobre tela de linho de trama apertada e fina, com as dimensões aproximadas de 1,10 cm de largura e 1,87 cm de altura.
Sobre rústico fundo campestre, recorta-se a figura de corpo inteiro de D. Gomes Soeiro, fundador mítico do Convento, vestido à moda do séc. XVI-XVII, se tivermos em conta os pormenores da gola de canudos engomados (utilização proibida por Filipe III de Portugal), das fitas a prender perneiras, do chapéu baixo e com penas e do punho da espada, bem como a composição com plinto epigrafado em pedra.
Obra de boa qualidade estética e técnica, não seria de excluir a possibilidade de situá-la no período filipino de finais do séc. XVI e inícios do séc. XVII, dentro do espirito de afirmação da nacionalidade que perpassava por alguns meios aristocráticos e populares da altura.
Não apresenta moldura nem grade, visto ter sido encontrada enrolada dentro dum tubo do órgão da Igreja.

Devido às vicissitudes do seu historial (pelo menos desde a 2ª metade do séc. XIX, última referência que se conhece à sua exposição no Convento), podemos observar numerosos vincos, lacunas e enfolamentos na tela, cuja periferia (onde são visíveis as perfurações para fixação a uma primitiva grade) está desfiada e irregular. Esta situação agrava-se na zona inferior da pintura, o que pressupõe um mau estado de conservação quando ainda estava exposta.

Apresenta uma preparação extremamente fina com fraca aderência e a camada pictórica em processo de destacamento na interface preparação/tela, expondo o suporte têxtil, situação particularmente visível nas zonas de vincos, onde praticamente desapareceu a camada pictórica. Conjuntamente, verifica-se a existência de numerosas lacunas cromáticas que expõe a preparação subjacente.
Interessante assinalar a existência de rectificações da composição pelo próprio artista, particularmente visível no caso do dedo da mão esquerda.

Visto ser extremamente difícil manusear a tela, procurou-se planificá-la minimamente através de humedecimento com hidrocarbonetos fracos e colocação de pesos e pranchas. Em seguida, fez-se uma pré-fixação das rupturas mais fragmentadas cuja camada pictórica estava em destacamento. Aplicou-se, então, em toda a superfície cromática uma película de papel japonês e um adesivo comercial, o que permitiu o manuseamento da pintura em segurança, sem perda de material.

Após a escovagem de poeiras do reverso com escovas plásticas macias com aspiração controlada de baixa intensidade, procedeu-se a uma limpeza aquosa com esponjas macias (água desmineralizada, e Preventol) permitindo a remoção das poeiras mais finas e entranhadas na tela. Quer após a humidificação da tela como durante os dias seguintes, melhorou-se a planificação da tela através da utilização dum ferro de temperatura controlada e a aplicação de placas de madeira e pesos sobre a tela.

Devido à fragilidade e às numerosas lacunas da tela original foi necessário proceder a uma reentelagem total. A nova tela com fibra de 100% de linho, de dimensões superiores à tela original, foi lavada para remoção de goma e novamente imersa em água destilada para eliminação de resíduos. Uma vez seca e planificada a quente, aplicou-se em toda a superfície um adesivo comercial. Concluída esta operação, colocou-se a tela nova sobre a tela original, depois de também esta receber o mesmo adesivo, fazendo-se a união das duas com ferro de temperatura controlada e colocação de pesos durante 24 horas.
Procedeu-se, então, à limpeza da superfície cromática, para remoção dos excessos do adesivo aplicado, o que permitiu também a remoção de sujidades e poeiras soltas e compactadas. O verniz de superfície foi removido, após testes de solvência, seguido sempre de neutralização com um hidrocarboneto fraco.

Foi executada uma grade nova em madeira de pinho silvestre branco (vulgo “casquinha branca”, tratada contra o insecto xilófago), com tensores em aço inoxidável.
Trabalhando agora na superfície pictórica, todas as lacunas foram objecto duma rectificação volumétrica, utilizando para tal tela nova recortada à dimensão das lacunas que, por sua vez, foi coberta por uma massa de enchimento à base de gelatina animal e cargas neutras, nivelado com lixas finas, sem atingir as zonas limítrofes da camada cromática.

Os preenchimentos de lacunas na camada pictórica foram, então, objecto duma reintegração cromática com guaches acrílicos. Finalmente, a superfície cromática foi protegida com vernizes comerciais mates por pincelagem.
Na ausência de qualquer moldura, executou-se uma, de perfil fino, em madeira de castanho (igualmente tratada contra o insecto xilófago), tingida com corantes comerciais e acabamento a mistura cerosa.

Oficinas Santa Bárbara
Conservação, Restauro e Divulgação de Bens Culturais, Lda.

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Canteiro de ervas aromáticas no Museu das Terras de Basto

No dia 16 de março (sábado), o Museu das Terras de Basto inaugurou, num espaço do Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe, um canteiro de ervas aromáticas e medicinais: cebolinho, salsa, alecrim, hortelã, são algumas das plantas plantadas.
Na plantação das ervas aromáticas juntaram-se a nós alguns amigos do Museu.
Esta iniciativa esteve integrada na semana da floresta e da primavera, dinamizada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.
Com este novo projeto pretende-se despertar o interesse para o cuidado do Ambiente e reconhecer na natureza os benefícios que nos pode dar.
Com estes canteiros de ervas aromáticas e medicinais o Museu pretende vir a desenvolver um projeto educativo vocacionado principalmente para o público escolar.

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