Alimentos e alimentação em Cabeceiras

Divulgar a cozinha cabeceirense é uma forma de ajudar a manter vivo o património gastronómico herdado dos nossos avós. Neste blogue iniciamos a publicação de receitas recolhidas no concelho e que nos dão a conhecer os hábitos alimentares deste território.
Quinzenalmente iremos publicando uma nova receita, com indicação de quem a facultou. Quer colaborar? Envie a receita preferida aí em casa que nós divulgamos. Colabore. Ajude-nos a salvar e a divulgar o rico património gastronómico cabeceirense!
Para conhecer as receitas que publicamos consulte a secção Alimentos e alimentação em Cabeceiras.

Para saber mais
Uma terra identifica-se pelo seu património natural e cultural, pelas suas gentes mas também pela sua gastronomia.
No século XVIII, por terras de Cabeceiras imperava uma agricultura de subsistência, complementada pelo que a floresta dava, pelo que se caçava e pescava. Através das Memórias Paroquiais de 1758 ficamos a ter uma ideia dos alimentos então consumidos.
Nas terras cultiva-se o pão, modo de nomear os cereais, entre os quais são referidos – o centeio, o milhão, o milho alvo, o painço, a cevada e o trigo. Não sabemos se também se comia a bolota mas que ela aparece, em Abadim, referida entre os alimentos isso é certo.
A castanha era sem dúvida um fruto que entrava na alimentação estando o castanheiro presente em várias freguesias. O azeite, apesar de ser escasso em certas áreas do território cabeceirense, marcava presença e era produto desejado. O vinho verde, em vinha de enforcado e em uveiras, não faltava nos momentos de convívio, sendo até produzida em Cavez uma aguardente que tinha nomeada. Nos montes pastava o gado (bezerros, cabras e ovelhas) e caçavam-se coelhos, lebres, perdizes, javalis, raposas e lobos. Em Riodouro havia texugos e “porcos monteses de passagem”. Nos rios e riachos que serpenteiam por todo o lado pescavam-se bogas, barbos, barbiscos, enguias, escalos e trutas.
Mas que se comia em Cabeceiras nessa época? Como se confeccionavam os pratos? Infelizmente as Memórias Paroquiais nada nos dizem sobre os hábitos alimentares dos cabeceirenses de outrora. No entanto, nós podemos, através de recolhas de receitas que ainda hoje por cá se fazem, começar a inventariar o património gastronómico cabeceirense. O que é necessário é que todos participem.

Nota: Este texto foi escrito tendo como base as Memórias Paroquiais de 1758 referentes a Cabeceiras de Basto. Poderá ter acesso aos textos originais a partir deste blogue. Consulte os textos na secção dedicada aos Documentos para a história.
(IMF)

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