Moinhos de Cabeceiras de Basto – forma das construções

A organização interna dos moinhos é condicionada pelo desenvolvimento vertical do aparelho motor e de moagem.

São, assim, edifícios constituídos por dois pisos: no superior localiza-se o aparelho de moagem – a moenda;
no inferior (cabouco), o mecanismo motor.
 
Tirando uma azenha de planta circular, todas as outras unidades de moagem do concelho possuem planta de secção rectangular, de proporções muito variáveis e sem grande preocupação com a ortogonalidade das paredes.
 
A dimensão do moinho é ditada pelo número de engrenagens do mecanismo motor.
 

sobre as paredes 
As paredes dos moinhos do concelho são quase na sua totalidade em alvenaria de granito
Foram identificados:

262 moinhos em alvenaria tosca , cerca de 69% das construções.

Surgem como paredes bastante grossas, de alvenaria de assentamento bastante irregular, não existindo nenhum material para o remate das juntas, o que confere uma imagem bastante grosseira às estruturas.
 
– 74 moinhos em alvenaria bem aparelhada , 19% das construções

Um número relativamente baixo, que revela a grande rusticidade dos moinhos do concelho.

A escolha dos granitos depende da resistência mecânica exigida, os mais resistentes são colocados nos cunhais para travar a construção, nas padieiras e ombreiras das portas e janelas, nos cubos, caleiras e pedras de fecho dos caboucos. São os pontos mais cuidados das construções por exigência construtiva.

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