Oficina Pedagógica: “Conteúdos, volume, cor e forma”


No âmbito do Serviço Educativo do Museu das Terras de Basto, a Prof.ª Rosário Gomes Coelho, de Educação Visual, desenvolveu um projeto com os alunos do 8.ª ano, da EB2 e 3 de Arco de Baúlhe.

Este projeto visa desenvolver a aprendizagem dos alunos, tendo em conta a exploração, através do desenho, do volume, da cor e da forma, resultante da observação das peças patentes na exposição temporária “No país do tamanco”. Realizados os desenhos os nossos jovens “artistas” coloriram-nos usando a aguarela e o pastel de óleo.

Desta iniciativa saíram belos trabalhos, que estão expostos no cantinho do Serviço Educativo do Museu das Terras de Basto.

 

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Dia Mundial da Árvore “O canteiro das ervas aromáticas”

O Museu das Terras de Basto, através da Câmara de Cabeceiras de Basto, organizou, no Dia Mundial da Árvore (21 de março), o evento “O canteiro das ervas aromáticas do Museu”.

Esta atividade vem sendo desenvolvida desde 2013 e com ela se pretende  despertar no público o interesse por preservar o meio ambiente.

Os participantes, dos ECL’s (Espaços de Convívio e Lazer) de Arco de Baúlhe e Vila Nune.

O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, a Senhora Vereadora da Cultura, Dr.ª Carla Lousada e o Sr. Presidente da Junta da União de Freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune, Carlos Teixeira, aproveitaram a ocasião para plantar uma laranjeira e ervas aromáticas no canteiro.

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Festa de Nossa Senhora dos Remédios

Texto de Dr. Albertino Gonçalves e Dr. João Gonçalves

A festa em honra da Nossa Senhora dos Remédios, em Arco de Baúlhe, é considerada a segunda maior do concelho de Cabeceiras de Basto. Em investimento e afluência. As celebrações decorrem no primeiro fim-de-semana de setembro, mas a festa é anunciada um mês antes com a erguida do pau da bandeira.

Na sexta-feira à noite, a procissão de velas percorre as artérias mais antigas da vila. Há quem a considere “o momento mais belo da festa”. Ordeiro e devoto, o silêncio escuta o terço cantado. Com uma vela a tremeluzir de fé na mão, cada crente é uma chama pequenina que ilumina o caminho da virtude. A procissão avança devagar, não vá alguma vela queimar à noite. Um bálsamo para o coração e um encanto para o olhar. Recolhida a procissão de velas, começam, para os mais jovens, os concertos e os festivais. Esses sim, a tentar, horas a fio, como ícaros, pegar fogo à noite.

A Procissão do Triunfo, no domingo, o ponto alto da festa. Os andores, com as imagens dos santos, são decorados com artes tradicionais, à moda antiga. Singularizam-se e distinguem-se. Ocupam muita gente, mas são motivo de orgulho. A imagem de Nossa Senhora dos Remédios também se distingue. Consta que é a única no país que está vestida com roupa de tecido.

Juntam-se milhares de romeiros em Arco de Baúlhe por ocasião da festa. Por obra de Nossa Senhora dos Remédios, em cuja capela se multiplicam os testemunhos de milagres, mas também pelas gentes do Arco de Baúlhe. Já em 1758 se escrevia: “Há neste lugar do Arco boas estalagens a que acodem muitos hóspedes por ser por este Arco estrada real que frequentam os transmontanos na comunicação que têm com os do Minho alternativa” (CAPELA, 2003:2016). Facto histórico que não surpreende um dos organizadores da festa: “a gente do Arco junta a alegria do Minho com a hospitalidade de Trás-os-Montes”.

Referência bibliográfica

Albertino Gonçalves, João Gonçalves   –  Cabeceiras de Basto: História e Património. Cabeceiras de Basto: Câmara Municipal, 2003. p. 240.

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Exposição no Museu das Terras de Basto “No país do tamanco”

“No país do tamanco” retrata a antiga profissão do tamanqueiro, homenageando as figuras locais que se dedicaram a este ofício. Em tempos idos, os tamanqueiros forneceram tamancos a uma população rural e laboriosa que deles necessitava. Através da exposição e do catálogo que se editou dá-se a conhecer a história da tamancaria, quer no nosso concelho, quer no território envolvente.

Em Cabeceiras de Basto a profissão ainda subsiste nas  mãos do tamanqueiro de Outeiro, José Alves Leite, com cerca de 92 anos. É um artesão que demonstra um gosto especial pela sua arte.

A exposição estará patente no Museu até finais de maio de 2018.

Visite-nos!

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Património com história: Automotora ME5

A automotora ME5 destinava-se ao transporte de passageiros. É um veículo de via estreita, de produção nacional – Oficinas Gerais de Sta.ª Apolónia, Lisboa, em 1948 – da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, pós 1947, ano de unificação da gestão ferroviária.

O motor da marca Chevrolet funciona a gasolina, possui 11 lugares de 1.ª classe, 16 lugares de 3.ª classe e 16 lugares de pé, e um WC.

Ficam desde já convidados a visitar o Museu das Terras de Basto/Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe e aprecie um património com história.

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Pelourinho de Abadim

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Texto de Dr. António P. Dinis

Em 12 de Outubro de 1514, D. Manuel I outorgou foral ao couto de Abadim, território com grande riqueza cinegética, situado nas faldas da serra da Cabreira. Deverá ser desta época o pelourinho de granito que ainda se ergue na localidade, a ladear o portal de entrada de outro ex-libris da freguesia, a Torre de Abadim. O monumento, de feição muito simples, é constituído por uma coluna de uste circular, lisa e capitel cúbico, com as faces talhadas em forma de escudos, sendo uma delas decorada com elemento heráldico, representando uma estrela de cinco pontas, envolvida por moldura quadrilobada. O conjunto, coroado por pináculo em forma de pera, assenta num soco circular de um só degrau com bordos arredondados. Embora singelo, o pelourinho revela-se um exemplar patrimonial de superior importância, pelo simbolismo de que esteve imbuído, relacionado com a autonomia administrativa e judicial que caraterizou o território, até à extinção do couto, 1836, daí a classificação como Imóvel de Interesse Público (Decreto nº 23122, D.G. I Serie, nº231 de 11.10.1933).

 

Bibliografia

António P. Dinis – Cabeceiras de Basto: História e Património. Cabeceiras de Basto: Câmara Municipal, 2003. P. 208-209.

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Torre de Abadim ou Casa do Tronco

casa da Torre Pelourinho

Texto de Dr. António P. Dinis

Nos meados do séc. XIII, d. Afonso III coutou Abadim, nas cercanias da serra da Cabreira, sendo seu primeiro donatário D. Rodrigo Viegas “Abadim”. O solar medieval dos Badim ocuparia, provavelmente, o lugar onde hoje se ergue a casa da Torre, também denominada casa do Tronco, construção quinhentista, talvez contemporânea do foral concedido pelo rei D. Manuel I a Abadim. Neste histórico edifício destaca-se a torre armoriada, de planta quadrangular, rematada por ameias e gárgulas zoomórficas nos cunhais. O possante corpo, com dois pisos, possui seteira e portas em arco quebrado, ainda relacionando a construção com modelos do gótico. O interior, simples, possui conversadeiras nas janelas, um nicho moldurado em arco abatido e um fogão de sala para aquecimento do amplo espaço.

A casa da torre de Abadim é um valor patrimonial de referência não apenas pela sua arquitetura, mas também pela história e fantasia que a envolvem. Aqui terá funcionado a casa da justiça e cadeia do couto de Abadim e nela se terão acoitado os assassinos de Inês de Castro, na fuga para Castela. Deste episódio resultou a lenda do aparecimento do fantasma dos algozes, cerca da meia-noite, vagueando pela varanda da torre, transportando a cabeça da desafortunada senhora.

Prova da importância de Abadim noutras eras é a existência na freguesia de um conjunto de casas de reconhecido valor patrimonial de que nos permitimos destacar a Casa da Ramada com o seu portal armoriado. A estrutura inicial da casa, que possui espigueiro, eira e alpendre, poderá datar do século XVII (sendo 1678 a data que consta numa padieira), mas deverá ter recebido obras de beneficiação na primeira metade do século XIX (constando o ano de 1828 na padieira de uma das portas).

 

Referência bibliográfica

António P. Dinis  –  Cabeceiras de Basto: História e Património. Cabeceiras de Basto: Câmara Municipal, 2003. p. 208-209.

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