Informamos que a partir de hoje o Museu das Terras de Basto: Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe, Núcleo de Arte Sacra e Casa da Lã, estão encerrados ao público, devido ao confinamento decretado pelo Governo.

Esperamos pela sua visita quando reabrirmos. Até lá fique em casa e siga-nos nas redes sociais.

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Cassianos de Cabeceiras

Ingredientes

250 gr de açúcar

250 gr. de farinha

1 ovo

1 gema

70 gr. de manteiga

1 limão

Preparação

Mistura-se o açúcar com os ovos, a água, a manteiga já derretida e a casca de limão ralada.

Adiciona-se a farinha e amassa-se muito bem. De seguida fazem-se umas bolinhas pequenas, que vão ao forno, a cozer em tabuleiro polvilhado com farinha.

Fonte: Ó Trabalhos Meus, página de facebook de Mário Teixeira, residente em Refojos.
Receita fornecida pela sua mãe Alcina Teixeira.

Notas: Alcina Teixeira natural de Penafiel (Porto) foi viver para Moçambique, Vila de Manica com os seus familiares, aos 15 anos. Aí conheceu o homem que veio a ser seu marido, Alexandre Teixeira, natural da freguesia de Cavez, Cabeceiras de Basto, que lá trabalhava nos caminhos de ferro.
Juntos, viveram em Moçambique cerca de 26 anos, e onde Alcina Teixeira tinha uma moagem de milho e um estabelecimento comercial. Foi adquirindo o gosto pela cozinha, dedicando-se a fazer bolos, mas somente para as festas de família. Procurava as receitas de bolos em revistas.
Por volta de 1966, na revista “Cozinha Regional Portuguesa “, de Maria Odette Cortes Valente (revista que acompanhava o Jornal de Notícias), descobriu a receita do bolo de mel de Cabeceiras de Basto, biscoitos de limão de Cabeceiras e os cassianos de Cabeceiras. A receita do bolo de mel e os biscoitos de limão de Cabeceiras, já foram aqui divulgados, hoje divulgamos os .cassianos de Cabeceiras.
Com a revolução do 25 de abril vieram viver para Cabeceiras de Basto.

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Biscoitos de limão de Cabeceiras

Ingredientes


260 gr. de açúcar

6 ovos

2,5 dl de azeite

1 limão pequeno

Farinha até tender

Preparação

Para uma tigela, deitam-se as gema e 2 claras e batem-se bem com o açúcar. Depois junta-se a casca de limão ralada e a farinha até tender.
Fazem-se biscoitos do feitio que se quiser, os quais vão ao forno a cozer em tabuleiro untado com manteiga.


Fonte: Ó Trabalhos Meus, página de facebook de Mário Teixeira, residente em Refojos.
Receita fornecida pela sua mãe Alcina Teixeira.

Notas: Alcina Teixeira natural de Penafiel (Porto) foi viver para Moçambique, Vila de Manica com os seus familiares, aos 15 anos. Aí conheceu o homem que veio a ser seu marido, Alexandre Teixeira, natural da freguesia de Cavez, Cabeceiras de Basto, que lá trabalhava nos caminhos de ferro.
Juntos, viveram em Moçambique cerca de 26 anos, e onde Alcina Teixeira tinha uma moagem de milho e um estabelecimento comercial. Foi adquirindo o gosto pela cozinha, dedicando-se a fazer bolos, mas somente para as festas de família. Procurava as receitas de bolos em revistas.
Por volta de 1966, na revista “Cozinha Regional Portuguesa “, de Maria Odette Cortes Valente (revista que acompanhava o Jornal de Notícias), descobriu a receita do bolo de mel de Cabeceiras de Basto, biscoitos de limão de Cabeceiras e os cassianos de Cabeceiras. A receita do bolo de mel de Cabeceiras já foi aqui divulgada em 2016, hoje divulgamos os biscoitos de Cabeceiras.
Com a revolução do 25 de abril vieram viver para Cabeceiras de Basto.

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Núcleo de Arte Sacra: Prevenir para preservar (continuação)

Dando continuidade à ação da conservação preventiva, agarramos nos documentos gráficos, cuja principal tarefa foi o seu devido acondicionamento, com o objetivo de proteger e resguardar estes bens culturais, prevenindo o acréscimo de malefícios de modo a preservá-los, tanto quanto possível, no tempo.

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Foi em 1856..

Há 164 anos acontecia a primeira viagem de comboio em Portugal.

Desde então, as locomotivas levaram imensas pessoas até aos seus destinos.

Exemplo é a locomotiva E 151, que trouxe o Comboio Histórico de via estreita em 1972, à Estação Ferroviária de Arco de Baúlhe*.


*Informação retirada de um processo elaborado pela CP (Companhia dos Caminhos de Ferro de Portugal) em aquivo no Centro de Documentação do Museu das Terras de Basto.

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Na Casa da Lã: A Arte Têxtil

Deixamos aqui alguns exemplos das boas peças executadas na Casa da lã, pelas Mulheres de Bucos, em colaboração com a estilista portuense Helena Cardoso.

Um trabalho que transforma a tradicional maneira de tecer, em peças originais, que combinam a tradição com a modernidade.

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FURGÂO DEfv 506


Hoje destacamos no acervo do material circulante do Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe o FURGÂO DEfv 506. 

Um veículo para transporte de mercadorias (bagagens, encomendas, correio e valores), em comboios de passageiros de via reduzida. Construído na Bélgica, Louvain – Dyle & Bacalan, em 1908.

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O Castelo de S. Nicolau

Texto de Dr. Francisco Reimão Queiroga

O “Castelo” situa-se na encosta sobranceira ao rio Peio, num cabeço em esporão que se integra numa das encostas do maciço da Cabreira. Apresenta boa exposição a sul, e com um amplo domínio da paisagem só limitado pelo relêvo da Senhora da Orada e a linha de montes que ladeia o curso direito do Tâmega.

Não foram ainda feitas escavações arqueológicas no “Castelo”, pelo que sabemos por agora apenas pode ser inferido da análise do terreno e de alguns achados de superfície. Este povoado apresenta uma configuração tradicional, com defesa do seu lado mais vulnerável – a ligação com o esporão – reforçada por um talude e um fosso. Segue-se uma muralha, a qual, neste lado norte, atinge uma altura impressionante, denunciando excelente conservação. Pela sua configuração geral, trata-se de um dos mais magníficos exemplos de muralhas castrejas desta região. A muralha circunda todo o cabeço, criando uma plataforma alongada, no interior da qual se situariam as casas de habitação e as oficinas. Junto ao fosso, nasce uma outra muralha, exterior, que parte da primeira, criando um anel a uma cota mais baixa. Este pequeno anel exterior, que conhecemos noutros castros, criava um espaço que poderia ter sido utilizado para guardar gados, protegendo-os dos animais selvagens. Sobre a arquitetura doméstica nada se sabe, pois não são visíveis quaisquer vestígios de casas à superfície do terreno.

A época da fundação deste povoado é ainda desconhecida. Poderá ser antiga, contemporânea da descida das populações que habitaram e exploraram os montes acima de S. Nicolau e de Abadim durante a pré-história recente, e nos finais da Idade do Bronze se começaram a fixar em povoados defendidos. Contudo, os escassos fragmentos da cerâmica mais antiga encontrados à superfície apenas apontam para os finais do 1.º milénio a. C. Mais abundantes são os elementos indiciadores que este povoado floresceu no primeiro século da Era, sob a influência romana. Habitava-o então uma população de pastores, agricultores e artesãos, beneficiando da sua localização entre montanha e as terras mais férteis das encostas junto ao rio. A agricultura, tal como hoje, seria praticada nas rechãs e linhas de água do monte, e nas encostas mais baixas. O gado, certamente mais miúdo que graúdo, alimentava-se pelas encostas e rechãs das montanhas, ricas em vegetação que, segundo as fontes clássicas, incêndios regulares ateados pelos pastores ajudavam a regenerar.

Dos escassos vestígios desta época encontrados à superfície, sobressaem as várias escórias de metal e um fragmento disforme de bronze, os quais indiciam que neste povoado se teriam produzido muitas peças em ferro e em bronze, sendo a metalurgia um dos elementos mais relevantes do seu poder económico.

Presume-se que no decurso dos primeiros séculos da Era Cristã este povoado tenha sido abandonado, à semelhança de todos os outros conhecidos, tendo-se a população dispersado pelas terras férteis das redondezas, em casais agricolas. Na vizinha Abadim é conhecida ocupação de época tardo-romana, e é possível que alguns lugares de S. Nicolau tenham a sua origem nesta época.

Cremos que o povoado, então já em ruínas, tenha sido reocupado nos séculos XII/XIII, como indicam alguns fragmentos cerâmicos encontrados à superficie, pelo facto de a sua cerca amuralhada conferir alguma proteção.

Referência bibliográfica

Francisco Reimão Queiroga – Cabeceiras de Basto: História e Património. Cabeceiras de Basto: Câmara Municipal, 2013. p. 270

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Sabia que…

Antigamente, no dia 01 de agosto, bem de manhãzinha, ao olhar de um ponto alto para o território de Cabeceiras de Basto, podia observar-se, em todas as casas, os telhados ou as chaminés, caso as tivessem, a fumegar…

É que era costume antigo que no dia 1 de agosto se defumassem as casas ainda antes do nascer do sol.

O que era o defumadouro e como se fazia é o que lhe vamos explicar.

No séc. XX, aqui pelas nossas terras, as cozinhas tinham umas grandes lareiras, e o telhado era de telha vã, apenas com uma pequena abertura para escoar o fumo. Havia também cozinhas com chaminés, mas, num caso ou noutro, as cozinhas ficavam negras com o fumo que se espalhava por toda a casa.

O defumadouro era feito com ramos de alecrim, de eucalipto e de pinheiro, havendo ainda quem lhe juntasse arruda.

Colocavam-se os mencionados ramos sobre a lareira, queimavam-se e o cheiro espalhava-se por toda a casa.

Diz a sabedoria popular que este costume se fazia para que houvesse saúde e não entrasse nas casas o mal de inveja, ouvindo-se também muito a expressão “era para escorraçar o diabo”.

De facto, agosto era o mês em que muitas crianças ficavam doentes, acabando algumas por morrer.

Costumava dizer-se que as crianças: “Em agosto amolentavam e em setembro arrelentavam”

Data da recolha: 2019/2020

Informantes:

Francisco Ribeiro, 60 anos, Arco de Baúlhe.

Maria da Conceição Gonçalves Mouta, 79 anos, Cavez.

Utentes do Centro de Dia de Arco de Baúlhe.

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Núcleo de Arte Sacra: Prevenir para preservar (continuação)

A conservação preventiva dos metais, tem como função prevenir/diminuir a oxidação e a degradação dos materiais.

Estes objetos metálicos contam-nos uma história e  possuem um ‘cansaço ‘ causado pelo excesso de manuseamento e pela exposição ao longo dos tempos.

É neste sentido que se está a proceder à efetivação da limpeza mecânica e limpeza por via húmida, não invasiva, de modo a remover tanto quanto possível manchas e sujidade superficial agregada.

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