E assim se comemorou o Dia Internacional dos Museus

O Museu das Terras de Basto/Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe através da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto associou-se às comemorações do Dia Internacional dos Museus, no passado dia 18 de maio.
Aprender brincando foi o slogan aplicado no Museu para as iniciativas dinamizadas com as crianças. Os nossos pequenos/as aprenderam e brincaram gratuita e graciosamente, com toda a energia que é própria nas crianças…
Também cheia de energia, a automotora ME 5, construída em 1948, nas Oficinas de Santa Apolónia e movida a gasolina saiu ‘à linha’, e enquanto desfilava encantava miúdos e graúdos.
Foi este um dia de festa e entretenimento, cheio de experiências fantásticas, e com um público bastante diversificado, entre crianças, adultos, idosos e ainda alemães e belgas.
Ao longo do dia o Museu contou com mais de duas centenas de pessoas.
Para a memória deixamos o registo fotográfico.

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De pés descalços ou calçados: socas e socos, chinelas e alpercatas…

Andar calçado ou descalço remete-nos para a condição social e económica de quem o usa, facto que acompanha a humanidade desde os tempos mais remotos.
Neste texto não vamos referir-nos à forma de calçar ao longo dos tempos, mas sim dar a conhecer como era andar descalço ou calçado, no século XX, em Cabeceiras de Basto na área rural.
Divagando nas suas lembranças, Dídia Pereira, nascida em 1928, natural e residente na freguesia de Outeiro (atualmente denominada como União de freguesias de Outeiro, Refojos e Painzela), do concelho de Cabeceiras de Basto, recorda o modo de calçar desde o seu tempo de meninice.
Por volta de 1936, com 8 anos de idade, usava umas alpercatas (calçado tosco, feito de pano, cozido a uma sola de corda ou de borracha). Mas, só em dias de sol, porque com a chuva ficavam todas encharcadas. Usava-as principalmente para ir à missa ou à feira. Normalmente na terra havia sempre um habilidoso que fazia este tipo de calçado, lembra-se de haver um desses artistas no lugar da Raposeira, freguesia de Refojos, concelho de Cabeceiras de Basto.
Já Joaquim Teixeira de Magalhães, nascido em 1938, na freguesia de Cavez, concelho de Cabeceiras de Basto, lembra o uso das alpercatas com sola de corda, na sua Primeira Comunhão, feitas na altura por uma senhora idosa chamada Carminda, do lugar de Ribeiro do Arco, Cavez.
Durante os dias de semana era usual andar-se descalço, quer fosse de verão ou inverno. Quando necessário eram usadas socas (calçado feminino) ou socos (calçado masculino), nomeadamente, para ir à missa, às feiras ou em dias de chuva.
Mais tarde, por volta de 1948, as mulheres, em dias festivos, costumavam ir às festas e à missa calçando umas chinelas, chamado calçado domingueiro ou de festa. A nossa informante usava umas chinelas em camurça com uma sola fina.
Os tempos não eram fáceis… Fartura não havia, e os recursos eram parcos, e tal como noutras coisas, também se poupava no calçado. Dídia Pereira recorda, sem conseguir precisar datas, os tempos em que se ia a pé, descalça, às festas e romarias, com as chinelas na mão, calçando-as somente quando chegavam ao local do festejo. Este era o modo de não romper com tanta facilidade a sola fina das chinelas.
Na década 30 do século XX, Dídia Pereira, ia a pé de socas calçadas para Fafe com um cesto à cabeça, onde levava fruta (maçãs, cerejas) ou açúcar para vender. Contudo, nos terrenos mais íngremes, para conseguir andar mais depressa, ou então nos dias de inverno, de geada e neve, para não escorregar, descalçava-se e guardava as socas no seu cesto da mercadoria.
O uso do pé descalço foi caraterístico no mundo rural no norte de Portugal, mas começou a decair aos poucos, a partir da primeira metade século XX (aí por volta da década de 30).
O hábito de andar calçado quotidianamente começou pelas cidades e mais tarde espalhou-se às vilas, dada a proibição, imposta por lei durante o Estado Novo, de andar de pé descalço. No entanto, no mundo rural as populações mantiveram o uso do pé descalço durante muito mais tempo.
Estes homens e mulheres cresceram numa realidade que se mostrava dura e áspera (a qual hoje nos parece estranha…), mas que mantêm viva na sua memória. As suas histórias de um tempo que já lá vai, e que eles têm gosto em partilhar, permitem-nos conhecer as vivências e os usos de outras décadas.

(FM)


Alpercatas


Socas de meia peça para mulher


Socas de orelha inteira para mulher, com corte baixo completa


Socas de orelha inteira para mulher


Socos rabaninhos para homem ou socos povoeiro


Socos à moda de Basto para homem, com orelhas subidas


Chinelas

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Dia Mundial da Floresta – “O canteiro das ervas aromáticas: Sabores e aromas”

O Museu das Terras de Basto/Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe através da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, levou a efeito a atividade do Dia Mundial da Floresta – “O canteiro das ervas aromáticas: Sabores e aromas”, dando continuidade ao projeto criado em 2013, que pretende despertar o interesse para o cuidado do Ambiente e reconhecer na natureza os benefícios que nos pode dar.
Esta iniciativa realizou-se nos dias 24, 25 e 26 de março de 2017, sexta-feira, sábado e domingo.

Dia 24 (Sexta-feira)

14h30 – Apresentação dos produtores de chá e ervas aromáticas do concelho, Arboreto e Olfactus.
14h45 – Plantação/sementeira pelos alunos do 3.º e 4.º ano da EB1 de Arco de Baúlhe, de novas ervas
aromáticas no canteiro do Museu.
– Plantação de uma laranjeira com a participação dos utentes do ECL do Arco de Baúlhe.
– Plantação de árvores pelos ECL’s
– Prova de chás

Dia 25 (Sábado) /26 (Domingo)
Oferta de chá e infusões

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No País do Tamanco III

Designação: Serrão
N.º de inventário: T31
Função: Usado para cortar os toros de madeira.
Material: Madeira
Dimensões: Comprimento: 143,00 cm; largura: 31,00 cm.
História: Esta peça foi utilizada por Manuel Alves Leite, pai de Manuel António Teixeira Leite, ambos tamanqueiros de profissão, para cortar os toros de madeira.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Serrão
N.º de inventário: T32
Função: Usado para cortar os toros de madeira.
Material: Madeira
Dimensões: Comprimento: 104,00 cm; largura: 18,50 cm.
História: Esta peça foi utilizada por Manuel Alves Leite, pai de Manuel António Teixeira Leite, ambos tamanqueiros de profissão, para cortar os toros de madeira.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Pedra de amolar
N.º de inventário: T33
Função: Usado para amolar as facas.
Material: Pedra
Dimensões: Comprimento: 40,00 cm; altura 15,00 cm; largura: 11,00 cm.
História: Esta peça foi utilizada por Manuel António Teixeira Leite, tamanqueiro de profissão, para amolar as facas.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Chancas de mulher (par)
N.º de inventário: MTB 449
Função: Tipo de botas para mulher, utilizado para proteção dos pés, nas feiras e domingos. Quando este calçado estivesse mais rompido, passava a ser utilizado nos trabalhos do campo.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas), cordão.
Dimensões: Comprimento: 26,00 cm; altura 15,50 cm; largura: 7,50 cm.
História: Estas chancas foram feitas por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Chancas de homem (par)
N.º de inventário: MTB 450
Função: Tipo de botas para homem, utilizado para proteção dos pés. Quando este calçado estivesse mais rompido, passava a ser utilizado nos trabalhos do campo.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas), cordão.
Dimensões: Comprimento: 28,00 cm; altura 16,00 cm; largura: 9,50 cm.
História: Estas chancas foram feitas por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de mulher (par)
N.º de inventário: MTB 451
Função: Calçado feminino utilizado para proteção dos pés, nos trabalhos de campo. Constituído por sola de madeira e corte em couro preto envernizado.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 25,00 cm; altura 9,00 cm; largura: 9,00 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de criança (par)
N.º de inventário: MTB 452
Função: Calçado de criança, feminino, de sola de madeira e corte em pele preto envernizado, utilizado para proteção dos pés, no dia-a-dia.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 20,00 cm; altura 65,00 cm; largura: 6,50 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de criança (par)
N.º de inventário: MTB 453
Função: Calçado de criança, masculino, de sola madeira e corte em couro, utilizado para proteção dos pés, no dia-a-dia.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 18,00 cm; altura 7,00 cm; largura: 7,00 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de homem (par)
N.º de inventário: MTB 454
Função: Calçado grosseiro utilizado para proteção dos pés, no trabalho do campo. Constituído por sola de madeira, corte de couro, pintado de cor preta. A união dos dois elementos faz-se pela colocação de uma tira fina de couro, pregado com tachas metálicas.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 29,00 cm; altura 13,00 cm; largura: 10,00 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de homem (par)
N.º de inventário: MTB 455
Função: Calçado grosseiro utilizado para proteção dos pés, nos dias de feiras e domingos. Quando este calçado estivesse mais rompido, passava a ser utilizado nos trabalhos do campo. Constituído por sola de madeira, corte de couro. A união dos dois elementos faz-se pela colocação de uma tira fina de couro, pregado com tachas metálicas.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 28,00 cm; altura 12,00 cm; largura: 10,00 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

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No País do Tamanco II

Designação: Enxó
N.º de inventário: T18
Função: Usada para devastar a madeira.
Material: Metal, madeira
Dimensões: Comprimento: 21,50 cm; altura 19,00 cm; largura: 11,00 cm.
História: Esta enxó foi utilizada por Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Enxó
N.º de inventário: T19
Função: Usada para devastar a madeira.
Material: Metal, madeira
Dimensões: Comprimento: 17,00 cm; altura 17,50 cm; largura: 11,00 cm.
História: Esta enxó foi utilizada por Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Alicate
N.º de inventário: T20
Função: Usado para tirar os pregos mal colocados.
Material: Metal
Dimensões: Comprimento: 19,00 cm; altura 19,00 cm; largura: 4,00 cm.
História: Esta ferramenta foi usada pelo tamanqueiro Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Torquesa
N.º de inventário: T22
Função: Usada para puxar o couro para o pau do soco.
Material: Metal
Dimensões: Comprimento: 14,00 cm; altura 14,00 cm; largura: 5,00 cm.
História: Esta ferramenta foi usada pelo tamanqueiro Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Martelo
N.º de inventário: T24
Função: Usado para pregar os pregos.
Material: Metal, madeira
Dimensões: Comprimento: 24,00 cm; altura 24,00 cm; largura: 8,00 cm.
História: Esta ferramenta foi usada pelo tamanqueiro Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Sovela
N.º de inventário: T25
Função: Usada para fazer os orifícios para colocar os pregos.
Material: Metal, madeira
Dimensões: Comprimento: 10,00 cm; altura 10,00 cm; largura: 2,50 cm.
História: Esta ferramenta foi usada pelo tamanqueiro Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Par de socos
N.º de inventário: T26
Função: Calçado grosseiro em couro tachado com sola de madeira, utilizado para proteção dos pés.
Material: Madeira, couro
Dimensões: Comprimento: 30,00 cm; altura 13,00 cm; largura: 10,00 cm.
História: Este par de socos tem cerca de 45 anos e foram feitos por Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Paus (par)
N.º de inventário: T27
Função: Pau já trabalhado pronto para pregar o couro.
Material: Madeira
Dimensões: Comprimento: 27,00 cm; altura 3,00 cm; largura: 8,50 cm.
História: Estes paus de socos (par) foram trabalhados por Manuel António Teixeira Leite, há cerca de 40 anos.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

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No País do Tamanco

O Noroeste de Portugal, como a vizinha Galiza, foi território de maior difusão do calçado com base de madeira, que oferece a vantagem de ser quente, hidrófugo e resiliente. Mais fácil de fabricar do que o de couro, o calçado de pau resistia ao rápido desgaste provocado pelo uso nos trabalhos da lavoura, em deslocações nos pedregosos e enlameados caminhos rurais de outrora ou nos carreiros de montanha, pois tinha o piso reforçado com cardas e brochas ou ferrado com aro de metal, nas últimas décadas substituído por cortes de borracha de pneu velho.
Já no final do século XVIII, o naturalista germânico Heinrich F. Link, que viajou por Portugal nos anos 1798-99, reconheceu esta diferença na forma de vestir e calçar ao longo do país, observando a propósito que a roupa também difere do traje do sul de Portugal, em especial os tamancos são aqui muito vulgares, enquanto que mais em direção a sul já não se vêem.
Porém, no dia-a-dia era comum o pé descalço, tanto em crianças como nos adultos, independentemente de género ou atividade laboral, denotando falta de recursos e o hábito de assim caminhar. O calçado, fosse de pau ou de sola, aprisionava os pés e estorvava, por isso ficava reservado para os dias festivos, as deslocações à Vila ou a ida à romaria.
Mesmos nestes casos, retirava-se durante o trajeto para maior comodidade e poupança.
Foi assim que José Augusto Vieira (1886) viu os romeiros de S. Bartolomeu de Cavez, um grupo em que ia uma rapariga esbelta, de capa dobrada na cabeça e socos na mão para marchar mais ligeira. Mais atrás seguiam duas ou três comadres que fecham o rancho com os alvos merendeiros à cabeça e os tamanquinhos na mão, como que para demonstrar o luxo e a superfluidade dessa peça de vestuário.

Teresa Soeiro (UP/FLUP – CITCEM)

Designação: Ofício
N.º de inventário: T15
Função: Mesa baixa onde o tamanqueiro trabalha.
Material: Madeira.
Dimensões: Comprimento: 82,00 cm; altura 55,00 cm; largura: 74,00 cm.
História: Mesa de trabalho que foi usada pelo tamanqueiro Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).
t15
Designação: Banco do tamanqueiro
N.º de inventário: T14
Função: Usado no acabamento dos paus. Formado por uma grossa prancha de madeira, com aplicação de um pequeno cepo, sobre o qual apoiava o pau durante o trabalho.
Material: Madeira.
Dimensões: Comprimento: 87,00 cm; altura 50,00 cm; largura: 28,00 cm.
História: Esta peça foi feita há cerca de 40 anos, por Manuel António Teixeira Leite, para ser usado nos acabamentos dos paus dos socos.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).
t14
Designação: Forma
N.º de inventário: T10
Função: Para socos.
Material: Madeira, tira de couro.
Dimensões: Comprimento: 25,00 cm; altura 11,00 cm; largura: 8,50 cm.
História: Esta forma para socos tem cerca de 80 anos, foi utilizada primeiro por Manuel Alves Leite, pai de José Alves Leite, este último atualmente com 90 anos.
Proprietário: José Alves Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Pinhel, Cabeceiras de Basto).
t10
Designação: Toro de amieiro
N.º de inventário: T13
Função: Para fazer o pau dos socos.
Material: Madeira (amieiro).
Dimensões: Comprimento: 31,00 cm; altura 6,50 cm; largura: 11,00 cm.
Proprietário: José Alves Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Pinhel, Cabeceiras de Basto).
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Designação: Machada
N.º de inventário: T17
Função: Usada para rachar os toros de madeira.
Material: Metal, madeira.
Dimensões: Comprimento: 33,00 cm; altura 33,00 cm; largura: 14,50 cm.
História: Esta machada foi usada pelo tamanqueiro Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).
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Designação: Formão
N.º de inventário: T16
Função: Usado para fazer o círculo “beira”, onde vai pregar o couro.
Material: Metal, madeira.
Dimensões: Comprimento: 40,50 cm; altura 40,50 cm; largura: 6,00 cm.
História: Esta ferramenta foi usada pelo tamanqueiro Manuel António Teixeira Leite.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).
t16

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A tradição do Natal no Museu

O Museu das Terras de Basto/Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe através da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, e no âmbito do seu serviço educativo, promoveu nos dias 06,07 e 09 do corrente mês, atividades alusivas à época natalícia, dirigidas especialmente às crianças.
A passagem dos filmes “A Idade do Gelo – especial Natal”, “Alpha e Òmega – uma aventura de Natal” e a presença do Pai Natal, com os seus presentinhos geraram no museu momentos de diversão e surpresas.
Nesta iniciativa participaram cerca de 214 pessoas, das quais 197 eram crianças da EB1, JI do Arco de Baúlhe e JI do Centro Escolar Prof.ª Filomena Mesquita.

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