Lanterna de Sinais portátil

Designação

Lanterna\Sinais

20171108_105921_HDR

Título

Lanterna de Sinais portátil

 

Descrição

Objeto de sinalização ótico, luminoso e portátil, que substitui as bandeiras no serviço noturno e é utilizado em situações de emergência ou sinalização, para completar ou confirmar indicações dadas pelos sinais fixos. Transmitem, segundo um código de cores, ordens que devem ser imediatamente cumpridas, relativas à circulação de comboios ou à execução de manobras.

Podem emitir uma luz amarela, verde ou vermelha, alternando os vidros coloridos diante da fonte luminosa, colocados no corpo central rotativo da lanterna. Obtêm-se as luzes: amarela, sinal de afrouxamento com diminuição de velocidade; a verde que indica via livre; e a luz vermelha que ordena paragem obrigatória.

São utilizadas pelos agentes de circulação, sendo a luz ativada através de uma lamparina existente no seu interior. A intensidade de luz devia permitir ser vista à distância pelo agente de condução.

Também designada de lanterna de mão. “Objeto de sinalização luminosa, ativado através de uma lamparina existente no seu interior, utilizado pelas guardas de passagem de nível e outro pessoal de estação. De acordo com o sinal que se pretendia comunicar, poderia emitir uma luz amarela, verde ou vermelha, bastando para isso alternar o vidro colocado no óculo da lanterna”. Imagem e referência no livro “O Caminho de Ferro Revisitado: o caminho de ferro em Portugal de 1856 a 1996”; Caminhos de Ferro Portugueses – EP; p. 374.

 

Fonte: http://www.fmnf.pt/colecao/ficha.aspx?t=o&id=309

Anúncios
Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

Apresentação do livro “Soqueiros e Tamanqueiros – Fabrico e uso do calçado de pau em Cabeceiras de Basto”

No dia 9 de setembro de 2017, às 15h30, realiza-se na Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira Carvalho, no Arco de Baúlhe, a apresentação da obra “Soqueiros e Tamanqueiros – Fabrico e uso do calçado de pau em Cabeceiras de Basto”.

Foi com a doutora Isabel Fernandes, Diretora do Museu Alberto Sampaio, Paço dos Duques de Bragança e Castelo de Guimarães, que se iniciou um projeto ambicioso de trabalho, uma linha editorial no Museu, que conta já com o seu quarto volume.

Esta nova monografia, editada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, foi escrita pela Professora Doutora Teresa Soeiro, da Faculdade de Letras do Porto, recuperando através da sua investigação o percurso e práticas do ofício de tamanqueiro, valorizando os seus mestres, que calçaram muitas gerações de cabeceirenses.Tam.

Publicado em Exposições temporárias, Sem categoria | Publicar um comentário

Conservação e restauro de duas imagens de roca do Núcleo de Arte Sacra da Igreja de S. Miguel de Refojos

Com o apoio da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, as Oficinas Santa Bárbara executaram durante o mês de julho/agosto, o restauro de duas imagens de roca – uma, datada do séc. XVII (?) e a outra, Nossa Senhora das Dores, datada do séc. XIX-XX.

Estas duas esculturas pertencem ao acervo do Mosteiro de S. Miguel de Refojos de Basto e integram a exposição permanente do Núcleo de Arte Sacra do Museu das Terras de Basto.

Imagem de Roca (séc. XVII?)

Estado de conservação

O suporte lenhoso apresentava ligeira desidratação, mas encontrava-se de um modo geral em bom estado geral de conservação.

Além da inexistência de cinco dedos na mão direita e de um na mão esquerda, é possível observar algumas perfurações dispersas.

A camada pictórica estava em bom estado geral de conservação, com a superfície coberta por camada de verniz oxidado de cor amarelada.

Tratamento Efetuado

Numa primeira fase, a escultura foi sujeita a um tratamento curativo e preventivo contra o inseto xilófago (Xilofene® S.O.R.2 inseticida e fungicida), através de pincelagem, em toda a superfície da peça, e colocada em ambiente saturado, durante 5 dias.

Em seguida, procedeu à desmontagem dos elementos articulados.

Os dedos inexistentes foram reconstituídos com madeira de castanho tratada e imunizada.

Os furos de pequena dimensão foram colmatados com massas acrílicas (Modostuc®).

Após testes de solvência, segundo as tabelas internacionais de conservação e restauro, determinou-se que era possível a remoção da camada de verniz oxidado com uma mistura de acetato de etilo e metiletilcetona (50:50). Esta operação foi sempre seguida de neutralização com hidrocarboneto fraco (White Spirit).

Executou-se em seguida a reintegração volumétrica de lacunas na camada pictórica com massas de gelatina animal e cargas neutras (pó de carbonato de cálcio), fazendo-se o nivelamento com abrasivos finos (folhas abrasivas nº 600 e 1000), sem interferência nas áreas adjacentes.

A superfície da madeira da reconstituição dos dedos foi preparada com massas à base de adesivo animal e cargas neutras (pó de carbonato de cálcio), seguido de nivelamento com lixas finas.

Uma vez removidos os vernizes e colmatadas as lacunas, aplicou-se em toda a extensão uma fina pelicula de resinas acrílicas (Paraloid B72®, em solução de 5%, 50:50 tolueno e acetona).

Os preenchimentos volumétricas executados anteriormente, foram reintegrados cromaticamente com tintas acrílicas (guaches acrílicos da Winson e Newton) e pigmentos inorgânicos e médium acrílico

Finalmente, toda a superfície foi protegida com vernizes acrílicos comerciais (1:1 verniz brilhante e mate, Tallens®).

Nossa Senhora das Dores (Séc. XIX-XX)

Estado de conservação

O suporte lenhoso apresentava acentuada desidratação, o que levou à formação de micro-fissuras, o que era manifesto nas zonas de pressão volumétrica da oxidação das tachas que faziam a união das ripas entre base e o tronco.

Vestígios da ação do inseto xilófago com particular incidência nas ripas e na base, enfraquecendo a sua estrutura lenhosa, o que nos parece ser devido à utilização de madeira de fraca qualidade. Uma das ripas estava fraturada e outra apresentava um enxerto associado para manter a sua resistência.

Além da inexistência de dois dedos em cada mão, é possível observar numerosas perfurações na zona frontal e na cabeça, muito provavelmente originadas pela necessidade de fixação dos panejamentos e da cabeleira.

O tronco e o topo da cabeça apresentavam numerosos finos pregos muito oxidados, resultado de anos de fixação do panejamento e da cabeleira.

A camada pictórica estava muito desidratada, o que estava na origem de retrações verticais, na cara e no tronco, dando origem a lacunas na sua periferia. Além disso, sobre toda a superfície existia uma camada de verniz oxidado de cor amarelada.

A superfície do topo da cabeça, onde é colocada a cabeleira, ostentava numerosos vestígios de adesivos de características diversas.

 

Tratamento Efetuado

Numa primeira fase, a escultura foi sujeita a um tratamento curativo e preventivo contra o insecto xilófago (Xilofene® S.O.R.2 insecticida e fungicida), através de pincelagem, em toda a superfície da peça, e colocada em ambiente saturado, durante 5 dias.

Em seguida, procedeu à desmontagem dos elementos articulados e à remoção das ripas e da base.

Uma vez que as ripas e a base se encontravam num estado de degradação estrutural muito acentuado, optou-se pela sua substituição por novos elementos em madeira de castanho tratada e imunizada. As tachas muito oxidadas e enfraquecidas foram substituídas por novas do mesmo tipo (fabrico manual).

Os dedos inexistentes foram reconstituídos com madeira de castanho tratada e imunizada.

Todos os pregos oxidados existentes no topo da cabeça e no tronco foram removidos mecanicamente. Os parafusos dos braços foram limpos mecanicamente e em banho fraco de ácido fosfórico, seguido de neutralização em água destilada, e finalmente foram protegidos com um anti-oxidante comercial (Cinifer®).

Os furos de grande dimensão existentes no suporte lenhoso, foram preenchidas com massas epóxidas (Araldite SV 427 e Endurecedor HV 427), enquanto os de pequena dimensão foram colmatados com massas acrílicas (Modostuc®).

Após testes de solvência segundo as tabelas internacionais de conservação e restauro, determinou-se que era possível a remoção da camada de verniz oxidado com uma mistura de acetato de etilo e metiletilcetona (50:50). Esta operação foi sempre seguida de neutralização com hidrocarboneto fraco (White Spirit).

Executou-se em seguida a reintegração volumétrica de lacunas na camada pictórica com massas de gelatina animal e cargas neutras (pó de carbonato de cálcio), fazendo-se o nivelamento com abrasivos finos (folhas abrasivas nº 600 e 1000), sem interferência nas áreas adjacentes.

A superfície da madeira da reconstituição dos dedos foi preparada com massas à base de adesivo animal e cargas neutras (pó de carbonato de cálcio), seguido de nivelamento com lixas finas.

Uma vez removidos os vernizes e colmatadas as lacunas, aplicou-se em toda a extensão uma fina pelicula de resinas acrílicas (Paraloid B72®, em solução de 5%, 50:50 tolueno e acetona).

Os preenchimentos volumétricos executados anteriormente, foram reintegrados cromaticamente com tintas acrílicas (guaches acrílicos da Winson e Newton) e pigmentos inorgânicos e médium acrílico.

Finalmente, toda a superfície foi protegida com vernizes acrílicos comerciais (1:1 verniz brilhante e mate, Tallens®).

 

 

Publicado em Descobrindo as colecções, Sem categoria | Publicar um comentário

“Puzzle comboio”

Gostas de puzzles?

Aqui está um desafio… Visita o Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe (Museu das Terras de Basto) e descobre uma atividade divertida do nosso Serviço Educativo. Monta um puzzle da centenária locomotiva patente na exposição permanente ou do formoso edifico da estação de Arco de Baúlhe.

 

Aparece e diverte-te!

Publicado em Actividades educativas | Publicar um comentário

Concurso das Estações Floridas 1962 – 1.º Prémio

Em 1962, a Estação Ferroviária de Arco de Baúlhe obteve o primeiro prémio das Estações Floridas.
Este concurso era organizado pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses e pela Repartição de Turismo do Secretariado Nacional de Informação (SNI).

FM

 

Publicado em Descobrindo as colecções | Publicar um comentário

“Em Bucos, e noutros locais, há gente que empreende e nos ensina. Ignotamente”

No mês de maio a Casa da Lã, recebeu uma visita que deu origem a um artigo de opinião no Jornal i.

Maria Helena Magalhães foi a nossa visitante, e no seu artigo faz referência à Casa da Lã e às mulheres de Bucos, dizendo, que a “recuperação de tradições em vias de se perderem pode ser inovadora e ter impacto no mercado de trabalho local, e é seguramente um fator de coesão social”.

Abaixo enviamos o link para consulta e memória futura.

 

https://ionline.sapo.pt/artigo/563633/-em-bucos-ignotamente-nos-ensinam?seccao=Opiniao_i

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

Na Casa da Lã…

A tecedeira

A minha vida é tecida
Entre o meu Deus e eu
Não pude escolher as cores
Daquilo que ele teceu

Muitas vezes tece amargura
E eu em orgulho insensato
Esqueço que ele vê por cima
Enquanto eu vejo por baixo

Só com o tear em silêncio
Quando o pente já não bater
Deus revelará a trama
E a razão para assim ser

São tão úteis os fios negros
Na mão hábil da tecedeira
Como os fios de ouro e prata
No Padrão que planeia.

 

Bucos2

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário