E por aqui continuamos… com trabalhos de conservação preventiva

No Núcleo de Arte Sacra do Museu das Terras de Basto, prosseguimos o plano de manutenção preventiva, nas coleções de vidros, cerâmicas e madeiras. Nestas peças foi verificada o seu estado de conservação, realizada a limpeza via mecânica, e pontualmente, limpeza via húmida, e posterior acondicionamento.

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Peça em destaque: Máquina de escrever

Do modelo Remington, este instrumento mecânico com teclas, era utilizado na datilografia, facilitando e dando maior agilidade ao processo da escrita. As teclas quando premidas, movimentam tipos, que causam a impressão de carateres num documento, em geral de papel.

A disposição do teclado nesta máquina de escrever é o HCESAR. Teclado que foi criado em Portugal, e reconhecido como teclado Nacional pelo Estado Novo.

Esta máquina foi utilizada nos serviços administrativos da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto

Inv. n.º MTB 252

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O Minho nas mãos das Mulheres de Bucos

Conferência realizada na Casa da Lã, em Bucos, Cabeceiras de Basto.

Veja aqui a apresentação:

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‘O Minho nas mãos das Mulheres de Bucos’ é tema de conferência do ciclo ‘Estórias do Minho’ na Casa da Lã

A Iniciativa realiza-se sexta-feira, dia 25 de junho, e tem transmissão online.

O Consórcio Minho Inovação, que integra as três Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Cávado e Ave, promove na próxima sexta-feira, dia 25 de junho, em Cabeceiras de Basto, o Ciclo de Conferências ‘Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária’ no âmbito do projeto âncora ‘PA2. Touring Cultural – Identidade Cultural do Minho’, cofinanciado pelo Norte 2020.

A 10.ª conferência ‘O Minho nas mãos das Mulheres de Bucos’, a realizar na Casa da Lã, em Bucos, freguesia do Concelho de Cabeceiras de Basto com forte tradição neste trabalho da lã, tem lugar pelas 17h30 e será proferida pela investigadora Isabel Maria Fernandes que pretende realçar o importante trabalho das Mulheres de Bucos que ainda hoje continuam a usar as mãos para preparar a lã e para tecer as belas peças que encantam quem as vê. Herdaram o saber fazer das suas mães e avós e são a memória viva de um tempo que não volta mais. Hoje as peças que fazem são diferentes, tem outras funções, mas a arte de as fazer continua a mesma.

A conferência e mesa redonda irá contar com a participação de um reputado painel de investigadoras, constituído por Isabel Maria Fernandes, investigadora e Diretora do Museu Alberto Sampaio, Paço dos Duques de Bragança e Castelo de Guimarães; Helena Chaves, Diretora do Instituto de Emprego e Formação Profissional do Médio Ave e Helena Cardoso, estilista e designer com especialidade na arte têxtil tradicional portuguesa. Será moderada por Maria Amélia Ribeiro de Carvalho, docente na Universidade do Minho e transmitida on-line através https://www.facebook.com/camaracabeceirasdebasto.

De referir que a Casa da Lã é um núcleo museológico do Museu das Terras de Basto, equipamento cultural do Município de Cabeceiras de Basto, que se apresenta como um espaço cultural vivo, uma vez que tem em permanência as Mulheres de Bucos a trabalhar a lã em processos que conjugam a tradição à modernidade.

No final, haverá ainda um momento musical, Cantares da Terra das Mulheres de Bucos, protagonizado precisamente por estas mesmas mulheres, uma visita à Casa da Lã e à exposição “As Vinhas”, da autoria de Helena Cardoso, podendo desta forma apreciar este extraordinário trabalho e saberes ancestrais.

Neste Ciclo de Conferências que percorrerá os 24 municípios do Minho, pretende-se valorizar um olhar inovador sobre a herança cultural do Minho rememorada no feminino, enquanto sociedade de forte tradição matriarcal, propiciando uma narrativa congregadora de saberes e valores identitários que importam estudar, conhecer, cuidar, preservar, valorizar e divulgar.

Para estas conferências são convidadas personalidades académicas com trabalho de investigação de grande relevo na área em análise – Identidade Cultural do Minho. A organização pretende, além de fornecer aos participantes os conteúdos sobre os temas propostos, promover uma experiência identitária do território, através da dinamização de um momento cultural relacionado com cada uma das conferências.

A participação nestas sessões é gratuita, contudo e considerando as regras de ocupação da Casa da Lã, em Bucos, por razões de segurança sanitária, solicitamos que, na possibilidade de participação, a inscrição seja efetuada através do site ww.minhoin.com de forma a procedermos à respetiva reserva. As inscrições são limitadas assegurando as recomendações e regras da DGS (orientação 028/DGS) na prevenção do Covid_19.

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Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe: Painéis azulejares produzidos por alunos

Para assinalar o Dia Nacional do Azulejo, comemorado a 6 de maio, a professora de Educação Visual da Escola Básica de Arco de Baúlhe, Rosário Gomes Coelho, propôs aos alunos do 7º ano de escolaridade, no âmbito do conteúdo “Módulo e Padrão”, a representação do módulo presente no painel de azulejos da fachada do edifício principal do Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe.

O mosaico foi a técnica utilizada (reaproveitando o papel colorido das folhas das revistas) para a concretização dos trabalhos que agora apresentamos e que são da autoria dos seguintes alunos: Ana Margarida Andrade, Lara Batista, Francisco Pires, Julieta Carvalho, Ana Flor Teixeira, Leonor Gil Oliveira, Sara Andrade Carvalho, Tiago Gonçalves, Carolina Carvalho e Pedro Gonçalves.

Os painéis azulejares que se encontram na estação foram produzidos por A. Lopes, na fábrica de loiça Sant’Anna, em Lisboa, em 1940, tal como se pode ler na inscrição que se encontra na fachada poente do edifício da estação.

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Uma memória

E porque a nossa cultura também é memória, deixamos aqui três registos fotográficos da década 50/60, do século XX.

Documentos que ilustram um lugar, mas também a memória de um povo.

Estação Ferroviária de Arco de Baúlhe, Linha do Tâmega, um projeto que na época foi tão importante para as Terras de Basto.

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“Montanha” (2021): de Patrícia Oliveira

Patrícia Oliveira realizou uma residência artística na Casa da Lã em Bucos.

A artísta esteve cerca de 10 meses a trabalhar em colaboração com as Mulheres de Bucos, na produção de uma obra artística – “Montanha” (2021) – foi o resultado da obra de arte apresentada, no passado dia 18 de maio, Dia Internacional doa Museus.

Um projeto AMAR O MINHO, promovido pelo consórcio MINHO IN, e com coordenação artística e de comunicação da Zet gallery.

Veja os testemunhos aqui no vídeo:

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Dia Internacional dos Museus

Neste Dia Internacional dos Museus decorreu na Casa da Lã em Bucos, a inauguração da escultura em arte têxtil realizada pela escultora Patrícia Oliveira, no contexto de uma Residência Artística que decorreu em Cabeceiras de Basto no início deste ano, no âmbito do AMAR O MINHO.

Veja aqui a apresentação.

(2) Facebook

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Escultura em lã é apresentada ao público no Dia dos Museus

É apresentada ao público no próximo dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, às 16 horas, no espaço exterior da Casa da Lã, em Bucos, a escultura em arte têxtil realizada pela escultora Patrícia Oliveira no âmbito de uma Residência Artística que decorreu em Cabeceiras de Basto, no passado mês de janeiro. Em articulação com a Casa da Lã e com artesãs locais, a escultora explorou a técnica da lã e criou uma obra de arte em lã.

A apresentação será transmitida em direto através da página de Facebook da Zet Gallery em: https://www.facebook.com/zetgaleria.

Tendo em conta as limitações impostas pela pandemia Covid-19, esta cerimónia é restrita aos convidados.

Note-se que a Residência Artística realizada em Cabeceiras de Basto está integrada no programa de Residências Artísticas do projeto AMAR O MINHO que se constitui como uma das linhas de ação do consórcio MINHO IN para a promoção da marca Minho, do ponto de vista cultural e turístico. O consórcio MINHO IN é constituído pelas Comunidades Intermunicipais (CIM) do Ave, Cávado e Alto Minho que representam 24 municípios.

A Zet Gallery é responsável pela coordenação artística e comunicação do programa de Residências Artísticas, tendo como curadores do projeto Helena Mendes Pereira e Rafael Vale Machado.


Trata-se de uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca ‘AMAR O MINHO’ com o apoio do Norte 2020.

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O Basto e a sua lenda

O vasto império dos visigodos não resistiu aos ataques Muçulmanos que, comandados por Tarik, iam espalhando terror, avançando através da Galiza e devastando tudo e todos.

A notícia destes ataques logo chegou ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, não tendo, no entanto, merecido grande credibilidade.

Mas, quando tiveram conhecimento de que Bracara Augusta não tinha resistido aos ataques dos Muçulmanos, logo iniciaram a preparação da defesa do seu mosteiro, constituída por pouco mais de uma centúria de servos e homens de armas, comandados por D. Gelmiro, o venerando Dom Abade do Mosteiro.

Entre esses homens encontrava-se Hermígio Romarigues, um monge guerreiro, parente do fundador do Mosteiro e que se destacava pelo seu porte avantajado. Era um homem gigantesco e ruivo, de grandes e possantes membros, barba encarapinhada, num rosto cheio de cicatrizes, evidência de lutas passadas.

Numa certa noite, Hermígio Romarigues sentiu o barulho ensurdecedor, mas longínquo, de um grande tropido de cavalos…

De imediato correu a avisar quer os monges, que logo se reuniram na singela nave do templo, a ofertar as suas orações a Deus, a S. Bento e a São Miguel, para que os auxiliassem nesta batalha, quer os homens que ajudariam na defesa do mosteiro e que prontamente acudiram à sua chamada, colocando-se cada um no seu posto.

Hermigío Romarigues acompanhado apenas por dois moços, seus companheiros de caça e aventuras, tomaram a defesa da ponte.

Quando as tropas de Tarik se aproximam da ponte, Hermigío Romarigues já aí se encontra, com ar possante, segurando com firmeza a espada nas mãos. Aí proclama, a alto e a bom som:

«Por São Miguel, meu senhor! Até aqui basto eu!…»

E bastou!

Por três vezes os mouros arremetem contra as débeis defesas do Mosteiro. Mas por três vezes foram rechaçados pela espada do nosso imponente guerreiro.

A ponte sobre a ribeira ficou atulhada de corpos. Os chefes infiéis, esmagados de pavor e assombro, enviaram mensagens de paz ao Dom Abade Gelmiro e mantiveram incólume o Mosteiro, suas terras, rendas e foros.

Posteriormente o monge guerreiro ter-se-ia integrado no reduto cristão, situado nas Astúrias, sob o comando de Pelágio, tendo sido um dos seus mais ilustre e esforçado guerreiro.

Quem o quiser ver Hermígio Romariguez – “O Basto”, só tem de se deslocar a Cabeceiras de Basto, à Praça da República, local onde se encontra uma antiquíssima escultura que o representa. É uma visita que se recomenda!

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