Escultura em lã é apresentada ao público no Dia dos Museus

É apresentada ao público no próximo dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, às 16 horas, no espaço exterior da Casa da Lã, em Bucos, a escultura em arte têxtil realizada pela escultora Patrícia Oliveira no âmbito de uma Residência Artística que decorreu em Cabeceiras de Basto, no passado mês de janeiro. Em articulação com a Casa da Lã e com artesãs locais, a escultora explorou a técnica da lã e criou uma obra de arte em lã.

A apresentação será transmitida em direto através da página de Facebook da Zet Gallery em: https://www.facebook.com/zetgaleria.

Tendo em conta as limitações impostas pela pandemia Covid-19, esta cerimónia é restrita aos convidados.

Note-se que a Residência Artística realizada em Cabeceiras de Basto está integrada no programa de Residências Artísticas do projeto AMAR O MINHO que se constitui como uma das linhas de ação do consórcio MINHO IN para a promoção da marca Minho, do ponto de vista cultural e turístico. O consórcio MINHO IN é constituído pelas Comunidades Intermunicipais (CIM) do Ave, Cávado e Alto Minho que representam 24 municípios.

A Zet Gallery é responsável pela coordenação artística e comunicação do programa de Residências Artísticas, tendo como curadores do projeto Helena Mendes Pereira e Rafael Vale Machado.


Trata-se de uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca ‘AMAR O MINHO’ com o apoio do Norte 2020.

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O Basto e a sua lenda

O vasto império dos visigodos não resistiu aos ataques Muçulmanos que, comandados por Tarik, iam espalhando terror, avançando através da Galiza e devastando tudo e todos.

A notícia destes ataques logo chegou ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, não tendo, no entanto, merecido grande credibilidade.

Mas, quando tiveram conhecimento de que Bracara Augusta não tinha resistido aos ataques dos Muçulmanos, logo iniciaram a preparação da defesa do seu mosteiro, constituída por pouco mais de uma centúria de servos e homens de armas, comandados por D. Gelmiro, o venerando Dom Abade do Mosteiro.

Entre esses homens encontrava-se Hermígio Romarigues, um monge guerreiro, parente do fundador do Mosteiro e que se destacava pelo seu porte avantajado. Era um homem gigantesco e ruivo, de grandes e possantes membros, barba encarapinhada, num rosto cheio de cicatrizes, evidência de lutas passadas.

Numa certa noite, Hermígio Romarigues sentiu o barulho ensurdecedor, mas longínquo, de um grande tropido de cavalos…

De imediato correu a avisar quer os monges, que logo se reuniram na singela nave do templo, a ofertar as suas orações a Deus, a S. Bento e a São Miguel, para que os auxiliassem nesta batalha, quer os homens que ajudariam na defesa do mosteiro e que prontamente acudiram à sua chamada, colocando-se cada um no seu posto.

Hermigío Romarigues acompanhado apenas por dois moços, seus companheiros de caça e aventuras, tomaram a defesa da ponte.

Quando as tropas de Tarik se aproximam da ponte, Hermigío Romarigues já aí se encontra, com ar possante, segurando com firmeza a espada nas mãos. Aí proclama, a alto e a bom som:

«Por São Miguel, meu senhor! Até aqui basto eu!…»

E bastou!

Por três vezes os mouros arremetem contra as débeis defesas do Mosteiro. Mas por três vezes foram rechaçados pela espada do nosso imponente guerreiro.

A ponte sobre a ribeira ficou atulhada de corpos. Os chefes infiéis, esmagados de pavor e assombro, enviaram mensagens de paz ao Dom Abade Gelmiro e mantiveram incólume o Mosteiro, suas terras, rendas e foros.

Posteriormente o monge guerreiro ter-se-ia integrado no reduto cristão, situado nas Astúrias, sob o comando de Pelágio, tendo sido um dos seus mais ilustre e esforçado guerreiro.

Quem o quiser ver Hermígio Romariguez – “O Basto”, só tem de se deslocar a Cabeceiras de Basto, à Praça da República, local onde se encontra uma antiquíssima escultura que o representa. É uma visita que se recomenda!

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O Basto

Texto de Dr. Francisco Reimão Queiroga

A estátua de guerreiro calaico conhecida como “O Basto” tornou-se um elemento icónico e identitário deste cantão da Terra de Basto. O local de origem desta imponente escultura continua desconhecido, sendo provável que tenha sido encontrada num dos castros das redondezas com maior índice de romanização. Também não se sabe quando foi encontrado, mas certamente será um achado muito antigo, pois em 1612 foi gravada uma inscrição no peito e no escudo, este último retocado na sua superfície. Sendo muito provável que já estivesse decapitado aquando do seu achamento, sabe-se que em 1892 lhe foi colocada uma cabeça de bizarra iconografia, com barrete e bigode, em clara imitação de soldado da época.

A sua localização variou pouco, estando postada junto a uma entrada da vila, próxima ao pontão, em clara analogia com a posição que estas estátuas teriam tido em época calaico-romana, junto às muralhas do povoado, voltadas ao exterior, postura que reforça a sua importância simbólica.

A iconografia da estátua pertence ao grupo conhecido como “guerreiros calaicos”, do qual existe em Cabeceiras de Basto um outro magnífico exemplar, proveniente do Castro de Santa Comba. O Basto representa um guerreiro de infantaria, em posição de parada, hierático, vestido com túnica de mangas curtas e com um saiote, curto, sem qualquer decoração. Os braços estão ornados com virias, sendo a do esquerdo uma viria de três toros, e a do direito de dois toros. O escudo, circular e côncavo, parece ter sido ligeiramente alterado, possivelmente aquando da gravação dos carateres, mas mantém ainda vestígios do umbo circular. O braço esquerdo, fletido, descai para o abdómen sustentando o escudo, enquanto o braço direito segura a empunhadura de um punhal de folha triangular, embainhado, suportado por presilhas transversais. Por detrás do escudo sai um cinturão de três toros, rematado por uma placa circular com traços de decoração em tríscele, motivo heliolátrico tão caro à arte castreja. O saiote é bem recortado, e as pernas cuidadas na sua configuração anatómica. Logo ao nível dos joelhos aparece o extremo superior das polainas, que protegem as canelas quase até aos tornozelos. Os pés estão calçados com botins que vão encostar às polainas.

Referência bibliográfica

Francisco Reimão Queiroga – Cabeceiras de Basto: História e Património. Cabeceiras de Basto: Câmara Municipal, 2013. p. 350.

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Conhece este ditado popular?

“Celorico celou, Mondim meou, Cabeceiras cabeça ficou. “


Este é um ditado popular muito antigo, quase caído no esquecimento. Encontrámo-lo num acaso, numa pesquisa ao Jogo do Pau de Cabeceiras de Basto. Uma expressão do povo, que representa a cultura de Basto, a força, a coragem, a honradez…

Na própria etimologia de Cabeceiras de Basto, embora com algumas controvérsias, afirma-se que o concelho foi cabeça da região. 

E não é o que nos diz esta expressão tão singular?

“Celorico celou, Mondim meou, Cabeceiras cabeça ficou. “

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Apresentação do livro “O Linho em Cabeceiras de Basto (séculos XIX-XXI)”, veja aqui:

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Livro ‘O Linho em Cabeceiras de Basto’ é apresentado sexta-feira

A iniciativa, sem presença de público, é transmitida, em direto, no facebook da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, a partir do Museu das Terras de Basto, às 15h00.

Na próxima sexta-feira, dia 5 de fevereiro, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e a vereadora Carla Lousada participam, a partir das 15 horas, na sessão online de apresentação da monografia ‘O Linho em Cabeceiras de Basto (séculos XIX-XXI)’ da autoria da Professora Doutora Teresa Soeiro que estará, também, presente na sessão.

Marcará igualmente presença nesta iniciativa Isabel Fernandes, diretora do Museu de Alberto Sampaio, do Paço dos Duques de Bragança e do Castelo de Guimarães, historiadora que tem sido colaboradora e amiga do Museu das Terras de Basto.

A apresentação do livro sucede à exposição temporária ‘A Magia do Linho’ que esteve patente ao público no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto de 2018 a setembro de 2020.

https://www.facebook.com/camaracabeceirasdebasto

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Residência Artística: Casa da Lã

Arrancou no dia 25 de janeiro, na Casa da Lã, em Cabeceiras de Basto, a Residência Artística com a escultora Patrícia Oliveira, artista que tem vindo, nos últimos meses, a explorar a técnica da lã e que, em articulação com a Casa da Lã e com artesãos locais, preparou a produção de uma obra de arte em lã que será agora concretizada.

Esta Residência Artística está integrada no programa de Residências Artísticas do projeto AMAR O MINHO e constitui-se como uma das linhas de ação do consórcio MINHO IN para promoção da marca Minho, do ponto de vista cultural e turístico. O consórcio MINHO IN é constituído pelas Comunidades Intermunicipais (CIM) do Ave, Cávado e Alto Minho que representam 24 municípios. A Zet Gallery é responsável pela coordenação artística e comunicação do programa de Residências Artísticas, tendo como curadores do projeto Helena Mendes Pereira e Rafael Vale Machado.

BIOGRAFIA DE PATRÍCIA OLIVEIRA: Patrícia Oliveira nasceu em 1983. É mãe. Trabalha em oficinas no Norte de Portugal que se coadunam com as especificidades dos projetos que no momento estiver a desenvolver. É escultora e tem uma visão lata do campo que esta área compreende. Trabalha sob metodologia de rede colaborativa com artistas, artesãos, instituições e pessoas de múltiplas áreas. Em 2014 conclui o Mestrado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), com o tema ‘Do corpo visceral animal ao corpo transfronteiriço. Estudo de caso: Retorno a Casa. Que lugar é esse a que chamas casa?’ obtendo como nota final 19 valores, projeto no qual fez uso do pombo-correio e da performance como meio da escultura, projeto que se desenvolveu em espaços públicos do Norte de Portugal. O Alto Minho é a área geográfica de influência e da qual nutre especial carinho.

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Informamos que a partir de hoje o Museu das Terras de Basto: Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe, Núcleo de Arte Sacra e Casa da Lã, estão encerrados ao público, devido ao confinamento decretado pelo Governo.

Esperamos pela sua visita quando reabrirmos. Até lá fique em casa e siga-nos nas redes sociais.

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Cassianos de Cabeceiras

Ingredientes

250 gr de açúcar

250 gr. de farinha

1 ovo

1 gema

70 gr. de manteiga

1 limão

Preparação

Mistura-se o açúcar com os ovos, a água, a manteiga já derretida e a casca de limão ralada.

Adiciona-se a farinha e amassa-se muito bem. De seguida fazem-se umas bolinhas pequenas, que vão ao forno, a cozer em tabuleiro polvilhado com farinha.

Fonte: Ó Trabalhos Meus, página de facebook de Mário Teixeira, residente em Refojos.
Receita fornecida pela sua mãe Alcina Teixeira.

Notas: Alcina Teixeira natural de Penafiel (Porto) foi viver para Moçambique, Vila de Manica com os seus familiares, aos 15 anos. Aí conheceu o homem que veio a ser seu marido, Alexandre Teixeira, natural da freguesia de Cavez, Cabeceiras de Basto, que lá trabalhava nos caminhos de ferro.
Juntos, viveram em Moçambique cerca de 26 anos, e onde Alcina Teixeira tinha uma moagem de milho e um estabelecimento comercial. Foi adquirindo o gosto pela cozinha, dedicando-se a fazer bolos, mas somente para as festas de família. Procurava as receitas de bolos em revistas.
Por volta de 1966, na revista “Cozinha Regional Portuguesa “, de Maria Odette Cortes Valente (revista que acompanhava o Jornal de Notícias), descobriu a receita do bolo de mel de Cabeceiras de Basto, biscoitos de limão de Cabeceiras e os cassianos de Cabeceiras. A receita do bolo de mel e os biscoitos de limão de Cabeceiras, já foram aqui divulgados, hoje divulgamos os .cassianos de Cabeceiras.
Com a revolução do 25 de abril vieram viver para Cabeceiras de Basto.

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Biscoitos de limão de Cabeceiras

Ingredientes


260 gr. de açúcar

6 ovos

2,5 dl de azeite

1 limão pequeno

Farinha até tender

Preparação

Para uma tigela, deitam-se as gema e 2 claras e batem-se bem com o açúcar. Depois junta-se a casca de limão ralada e a farinha até tender.
Fazem-se biscoitos do feitio que se quiser, os quais vão ao forno a cozer em tabuleiro untado com manteiga.


Fonte: Ó Trabalhos Meus, página de facebook de Mário Teixeira, residente em Refojos.
Receita fornecida pela sua mãe Alcina Teixeira.

Notas: Alcina Teixeira natural de Penafiel (Porto) foi viver para Moçambique, Vila de Manica com os seus familiares, aos 15 anos. Aí conheceu o homem que veio a ser seu marido, Alexandre Teixeira, natural da freguesia de Cavez, Cabeceiras de Basto, que lá trabalhava nos caminhos de ferro.
Juntos, viveram em Moçambique cerca de 26 anos, e onde Alcina Teixeira tinha uma moagem de milho e um estabelecimento comercial. Foi adquirindo o gosto pela cozinha, dedicando-se a fazer bolos, mas somente para as festas de família. Procurava as receitas de bolos em revistas.
Por volta de 1966, na revista “Cozinha Regional Portuguesa “, de Maria Odette Cortes Valente (revista que acompanhava o Jornal de Notícias), descobriu a receita do bolo de mel de Cabeceiras de Basto, biscoitos de limão de Cabeceiras e os cassianos de Cabeceiras. A receita do bolo de mel de Cabeceiras já foi aqui divulgada em 2016, hoje divulgamos os biscoitos de Cabeceiras.
Com a revolução do 25 de abril vieram viver para Cabeceiras de Basto.

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