O Museu das Terras de Basto dedicou dois dias à celebração do Dia Internacional dos Museus

Hoje, dia 21 de maio, a automotora ME5, construída em 1948, nas Oficinas Gerais de Santa Apolónia e movida a gasolina, saiu ‘à linha’, desfilando e encantando miúdos e graúdos que se divertiram à brava com esta experiência.
De salientar que esta automotora, a par das carruagens reais e de outras máquinas a vapor, integram o espólio do Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto.
Ontem, 20 de maio, cerca três dezenas de pessoas assistiram à comunicação do Dr. Pedro Coelho de Azevedo, intitulada ‘Obras Públicas do Estado Novo no Distrito de Braga entre 1930-1945: uma abordagem através da Imprensa Regional’, uma investigação baseada na imprensa de âmbito regional que permitiu um maior conhecimento sobre a importância das obras públicas do Estado Novo bem como o seu impacto na região.
Desta forma, mais de uma centena de pessoas, entre crianças e adultos, designadamente um grupo de holandeses e suíços, assistiram e participaram nas comemorações do Dia Internacional dos Museus no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto, que se revelaram um grande sucesso.

(FM)

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Museu das Terras de Basto (Núcleo Ferroviário) promove semana dos Museus

A propósito da comemoração do Dia Internacional dos Museus, o Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe, oferece nos dias 20 e 21 de maio, duas iniciativas, a saber:
No dia 20 de maio, quarta-feira, às 15h00, apresentação de uma comunicação intitulada “Obras Públicas do Estado Novo do distrito de Braga entre 1930-1945: uma abordagem através da Imprensa Regional”, por Pedro Ricardo Coelho Azevedo, mestrando do curso Património e Turismo Cultural.
No dia 21 de maio, quinta-feira, às 14h00, a automotora ME5, sai do salão onde está albergada para andar num curto espaço da linha férrea do museu.
Visite-nos!

(FM)

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Dia Internacional de Monumentos e Sítios: Conhecer, Explorar, Partilhar

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto através do Museu das Terras de Basto associa-se às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, dia 18 de abril de 2015 que este ano tem como tema – ‘Monumentos e Sítios: Conhecer, Explorar, Partilhar’.
O Dia Internacional de Monumentos e Sítios – 18 de abril, visa a promoção dos monumentos e sítios históricos e a valorização do património Português, alertando para a necessidade da sua conservação e proteção.
Esta iniciativa destina-se ao público em geral e decorre entre as 14h30 e as 16h30.
No Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe decorrerão visitas guiadas, com destaque para as carruagens reais utilizadas pelo Rei D. Carlos e pela Rainha D. Amélia.
No Núcleo de Arte Sacra da Igreja de S. Miguel de Refojos, visitas guiadas com destaque para as cinco telas seiscentistas.

(FM)

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Páscoa no Museu

O Museu das Terras de Basto (Núcleo de Arte Sacra da Igreja de S. Miguel de Refojos) através do CTCMCB organizou uma peça de teatro para cerca de 300 crianças do grupo de catequese de Refojos.
Esta iniciativa foi realizada no auditório da Casa da Juventude, no dia 21 de março, sábado, à tarde, dividida em duas sessões.
Em cada exibição foram representados um conjunto de vários contos, educativos e muito divertidos, que fizeram a alegria das crianças e dos adultos ali presentes.
Foi uma experiência única! E uma forma diferente de dar as boas vindas às férias da Páscoa…

(FM)

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O canteiro das ervas aromáticas e os nossos jardins

O Museu das Terras de Basto através da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto comemorou no dia 19 de março, quinta-feira, a chegada da Primavera.
Uma iniciativa inspirada na natureza, na qual à semelhança dos anos anteriores, os utentes do Centro de Dia do Arco de Baúlhe participaram na atividade de plantio no canteiro das ervas aromáticas e na plantação de uma Tília nos jardins do Museu.
No final oferecemos um pequeno beberete ao grupo, o qual incluía um chá feito com a cidreira do nosso canteiro das ervas aromáticas.

(FM)

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A estação de comboios de Arco de Baúlhe vista pelos jovens

Envolver crianças, escolas e outros grupos educativos é uma das prioridades do Museu das Terras de Basto. Neste sentido, o Serviço Educativo do museu, promove e desenvolve um conjunto de atividades educativas e culturais, entre as quais, “A estação de comboios de Arco de Baúlhe vista pelos jovens”. Esta atividade tem como objetivo dar a conhecer melhor a antiga estação ferroviária de Arco de Baúlhe, estimulando no público mais jovem, a imaginação, a criatividade e as suas capacidades intelectuais.
Deste modo, e aproveitando o sol destes dias, já com um cheirinho a primavera, os alunos da disciplina de Educação Visual do 9.ª ano da escola de Arco de Baúlhe, acompanhados pela professora Rosário Gomes Coelho, têm vindo ao museu desenvolver esta atividade mostrando um grande interesse e capacidade de ilustração da nossa estação ferroviária.

(FM)

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Breves apontamentos sobre a Páscoa, na segunda metade do século XX, em Cabeceiras de Basto

A Páscoa é uma festa religiosa que antigamente, mais do que agora, era intensamente vivida pelas famílias.
Na semana que antecedia o domingo de Páscoa fazia-se uma limpeza profunda à casa. Na manhã do dia de Páscoa colocava-se sobre as camas as melhores cobertas, e, na mesa da sala a melhor toalha branca que se possuía, enfeitada com uma bonita jarra de flores. E normalmente era o dia em que se estreava roupa.
No dia de Páscoa havia também o costume de os padrinhos oferecerem o folar aos seus afilhados. Até aos anos 80 do século XX era costume dar-se uma regueifa, algumas delas grandes, tão grandes que se podiam pôr ao pescoço. Hoje em dia costuma dar-se roupa ou dinheiro.
No caminho junto das casas, por onde passava o compasso pascal, faziam-se tapetes de flores da época, inteiras ou desmanchadas, as quais se espalhavam pelo chão.
O compasso pascal era encabeçado pelo sacerdote, seguido pelo homem que levava a cruz, o moço da água benta, pelo da campainha, o do saco das esmolas e ainda o dos foguetes. Mais ou menos a partir da década de noventa o padre foi sendo substituído, primeiro pelo seminarista e mais tarde por pessoas da freguesia.
Logo de manhã cedo iniciava-se a visita pascal. Numas freguesias começava com a celebração da missa, noutras simplesmente com a bênção, saindo de seguida a cruz, ao som do toque da campainha, para anunciar que o compasso já lá vinha. Nas freguesias maiores, o domingo de páscoa não era suficiente para se percorrer todos os lugares, havia então o domingo seguinte a que se chamava pascoela e noutras a segunda-feira de Páscoa.
O compasso entrava em casa. Davam-se as saudações e benzia-se a sala com a água benta. De seguida dava-se o crucifixo a beijar a toda a família. A passagem do compasso pelas casas festejava-se com o som do estalar dos foguetes.
À mesa colocava-se o pão-de-ló e vinho para o grupo fazer um pequeno beberete.
Havia também a tradição do folar do padre. Por volta da década de cinquenta do século XX, usava-se colocar ovos num prato em cima da mesa, um dos homens do compasso trazia uma cesta para os recolher. Mas ainda mais antigo, segundo Joaquim Teixeira, natural da freguesia de Pedraça, era a colocação de uma laranja na mesa com uma moeda espetada. Atualmente em Outeiro há famílias que ainda usam essa última tradição. Na década de setenta e oitenta muitas famílias davam ao padre uma rasa de pão (uma rasa de pão equivale a quinze quilos de milho) que mais tarde foi substituído por um envelope com dinheiro.
No dia de Páscoa o almoço era melhorado. Por volta das décadas de sessenta-setenta, Conceição Mouta, que na época morava em Cavez, fazia à lareira, arroz com galinha ou coelho. Mais tarde começou a fazer assados no forno, normalmente galo com batatas assadas e arroz, ou o cozido à portuguesa. A sobremesa era sempre o pão-de-ló.
Atualmente muitas famílias fazem o cabrito assado no forno.
Em Pedraça e em muitas outras freguesias no final da visita pascal as pessoas reuniam-se no adro da igreja, onde cada um voltava a beijar a cruz. Em Cavez em tempos passados, a visita pascal terminava no campo da feira do Souto da aldeia, onde se formava uma procissão em direção à Igreja.

Recolha feita por Fátima Magalhães. Os nossos informantes foram Conceição Mouta, 73 anos de idade, residente na freguesia de Pedraça, Joaquim Magalhães, 76 anos de idade, residente na freguesia de Pedraça e Dídia Teixeira, 88 anos de idade, residente na freguesia de Outeiro.

(FM)

Páscoa

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