Concurso das Estações Floridas 1962 – 1.º Prémio

Em 1962, a Estação Ferroviária de Arco de Baúlhe obteve o primeiro prémio das Estações Floridas.
Este concurso era organizado pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses e pela Repartição de Turismo do Secretariado Nacional de Informação (SNI).

FM

 

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“Em Bucos, e noutros locais, há gente que empreende e nos ensina. Ignotamente”

No mês de maio a Casa da Lã, recebeu uma visita que deu origem a um artigo de opinião no Jornal i.

Maria Helena Magalhães foi a nossa visitante, e no seu artigo faz referência à Casa da Lã e às mulheres de Bucos, dizendo, que a “recuperação de tradições em vias de se perderem pode ser inovadora e ter impacto no mercado de trabalho local, e é seguramente um fator de coesão social”.

Abaixo enviamos o link para consulta e memória futura.

 

https://ionline.sapo.pt/artigo/563633/-em-bucos-ignotamente-nos-ensinam?seccao=Opiniao_i

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Na Casa da Lã…

A tecedeira

A minha vida é tecida
Entre o meu Deus e eu
Não pude escolher as cores
Daquilo que ele teceu

Muitas vezes tece amargura
E eu em orgulho insensato
Esqueço que ele vê por cima
Enquanto eu vejo por baixo

Só com o tear em silêncio
Quando o pente já não bater
Deus revelará a trama
E a razão para assim ser

São tão úteis os fios negros
Na mão hábil da tecedeira
Como os fios de ouro e prata
No Padrão que planeia.

 

Bucos2

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E assim se comemorou o Dia Internacional dos Museus

O Museu das Terras de Basto/Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe através da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto associou-se às comemorações do Dia Internacional dos Museus, no passado dia 18 de maio.
Aprender brincando foi o slogan aplicado no Museu para as iniciativas dinamizadas com as crianças. Os nossos pequenos/as aprenderam e brincaram gratuita e graciosamente, com toda a energia que é própria nas crianças…
Também cheia de energia, a automotora ME 5, construída em 1948, nas Oficinas de Santa Apolónia e movida a gasolina saiu ‘à linha’, e enquanto desfilava encantava miúdos e graúdos.
Foi este um dia de festa e entretenimento, cheio de experiências fantásticas, e com um público bastante diversificado, entre crianças, adultos, idosos e ainda alemães e belgas.
Ao longo do dia o Museu contou com mais de duas centenas de pessoas.
Para a memória deixamos o registo fotográfico.

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De pés descalços ou calçados: socas e socos, chinelas e alpercatas…

Andar calçado ou descalço remete-nos para a condição social e económica de quem o usa, facto que acompanha a humanidade desde os tempos mais remotos.
Neste texto não vamos referir-nos à forma de calçar ao longo dos tempos, mas sim dar a conhecer como era andar descalço ou calçado, no século XX, em Cabeceiras de Basto na área rural.
Divagando nas suas lembranças, Dídia Pereira, nascida em 1928, natural e residente na freguesia de Outeiro (atualmente denominada como União de freguesias de Outeiro, Refojos e Painzela), do concelho de Cabeceiras de Basto, recorda o modo de calçar desde o seu tempo de meninice.
Por volta de 1936, com 8 anos de idade, usava umas alpercatas (calçado tosco, feito de pano, cozido a uma sola de corda ou de borracha). Mas, só em dias de sol, porque com a chuva ficavam todas encharcadas. Usava-as principalmente para ir à missa ou à feira. Normalmente na terra havia sempre um habilidoso que fazia este tipo de calçado, lembra-se de haver um desses artistas no lugar da Raposeira, freguesia de Refojos, concelho de Cabeceiras de Basto.
Já Joaquim Teixeira de Magalhães, nascido em 1938, na freguesia de Cavez, concelho de Cabeceiras de Basto, lembra o uso das alpercatas com sola de corda, na sua Primeira Comunhão, feitas na altura por uma senhora idosa chamada Carminda, do lugar de Ribeiro do Arco, Cavez.
Durante os dias de semana era usual andar-se descalço, quer fosse de verão ou inverno. Quando necessário eram usadas socas (calçado feminino) ou socos (calçado masculino), nomeadamente, para ir à missa, às feiras ou em dias de chuva.
Mais tarde, por volta de 1948, as mulheres, em dias festivos, costumavam ir às festas e à missa calçando umas chinelas, chamado calçado domingueiro ou de festa. A nossa informante usava umas chinelas em camurça com uma sola fina.
Os tempos não eram fáceis… Fartura não havia, e os recursos eram parcos, e tal como noutras coisas, também se poupava no calçado. Dídia Pereira recorda, sem conseguir precisar datas, os tempos em que se ia a pé, descalça, às festas e romarias, com as chinelas na mão, calçando-as somente quando chegavam ao local do festejo. Este era o modo de não romper com tanta facilidade a sola fina das chinelas.
Na década 30 do século XX, Dídia Pereira, ia a pé de socas calçadas para Fafe com um cesto à cabeça, onde levava fruta (maçãs, cerejas) ou açúcar para vender. Contudo, nos terrenos mais íngremes, para conseguir andar mais depressa, ou então nos dias de inverno, de geada e neve, para não escorregar, descalçava-se e guardava as socas no seu cesto da mercadoria.
O uso do pé descalço foi caraterístico no mundo rural no norte de Portugal, mas começou a decair aos poucos, a partir da primeira metade século XX (aí por volta da década de 30).
O hábito de andar calçado quotidianamente começou pelas cidades e mais tarde espalhou-se às vilas, dada a proibição, imposta por lei durante o Estado Novo, de andar de pé descalço. No entanto, no mundo rural as populações mantiveram o uso do pé descalço durante muito mais tempo.
Estes homens e mulheres cresceram numa realidade que se mostrava dura e áspera (a qual hoje nos parece estranha…), mas que mantêm viva na sua memória. As suas histórias de um tempo que já lá vai, e que eles têm gosto em partilhar, permitem-nos conhecer as vivências e os usos de outras décadas.

(FM)


Alpercatas


Socas de meia peça para mulher


Socas de orelha inteira para mulher, com corte baixo completa


Socas de orelha inteira para mulher


Socos rabaninhos para homem ou socos povoeiro


Socos à moda de Basto para homem, com orelhas subidas


Chinelas

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Dia Mundial da Floresta – “O canteiro das ervas aromáticas: Sabores e aromas”

O Museu das Terras de Basto/Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe através da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, levou a efeito a atividade do Dia Mundial da Floresta – “O canteiro das ervas aromáticas: Sabores e aromas”, dando continuidade ao projeto criado em 2013, que pretende despertar o interesse para o cuidado do Ambiente e reconhecer na natureza os benefícios que nos pode dar.
Esta iniciativa realizou-se nos dias 24, 25 e 26 de março de 2017, sexta-feira, sábado e domingo.

Dia 24 (Sexta-feira)

14h30 – Apresentação dos produtores de chá e ervas aromáticas do concelho, Arboreto e Olfactus.
14h45 – Plantação/sementeira pelos alunos do 3.º e 4.º ano da EB1 de Arco de Baúlhe, de novas ervas
aromáticas no canteiro do Museu.
– Plantação de uma laranjeira com a participação dos utentes do ECL do Arco de Baúlhe.
– Plantação de árvores pelos ECL’s
– Prova de chás

Dia 25 (Sábado) /26 (Domingo)
Oferta de chá e infusões

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No País do Tamanco III

Designação: Serrão
N.º de inventário: T31
Função: Usado para cortar os toros de madeira.
Material: Madeira
Dimensões: Comprimento: 143,00 cm; largura: 31,00 cm.
História: Esta peça foi utilizada por Manuel Alves Leite, pai de Manuel António Teixeira Leite, ambos tamanqueiros de profissão, para cortar os toros de madeira.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Serrão
N.º de inventário: T32
Função: Usado para cortar os toros de madeira.
Material: Madeira
Dimensões: Comprimento: 104,00 cm; largura: 18,50 cm.
História: Esta peça foi utilizada por Manuel Alves Leite, pai de Manuel António Teixeira Leite, ambos tamanqueiros de profissão, para cortar os toros de madeira.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Pedra de amolar
N.º de inventário: T33
Função: Usado para amolar as facas.
Material: Pedra
Dimensões: Comprimento: 40,00 cm; altura 15,00 cm; largura: 11,00 cm.
História: Esta peça foi utilizada por Manuel António Teixeira Leite, tamanqueiro de profissão, para amolar as facas.
Proprietário: Paulo Jorge Teixeira Leite (União de freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Rua Irmão Pedro Basto, Cabeceiras de Basto).

Designação: Chancas de mulher (par)
N.º de inventário: MTB 449
Função: Tipo de botas para mulher, utilizado para proteção dos pés, nas feiras e domingos. Quando este calçado estivesse mais rompido, passava a ser utilizado nos trabalhos do campo.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas), cordão.
Dimensões: Comprimento: 26,00 cm; altura 15,50 cm; largura: 7,50 cm.
História: Estas chancas foram feitas por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Chancas de homem (par)
N.º de inventário: MTB 450
Função: Tipo de botas para homem, utilizado para proteção dos pés. Quando este calçado estivesse mais rompido, passava a ser utilizado nos trabalhos do campo.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas), cordão.
Dimensões: Comprimento: 28,00 cm; altura 16,00 cm; largura: 9,50 cm.
História: Estas chancas foram feitas por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de mulher (par)
N.º de inventário: MTB 451
Função: Calçado feminino utilizado para proteção dos pés, nos trabalhos de campo. Constituído por sola de madeira e corte em couro preto envernizado.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 25,00 cm; altura 9,00 cm; largura: 9,00 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de criança (par)
N.º de inventário: MTB 452
Função: Calçado de criança, feminino, de sola de madeira e corte em pele preto envernizado, utilizado para proteção dos pés, no dia-a-dia.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 20,00 cm; altura 65,00 cm; largura: 6,50 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de criança (par)
N.º de inventário: MTB 453
Função: Calçado de criança, masculino, de sola madeira e corte em couro, utilizado para proteção dos pés, no dia-a-dia.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 18,00 cm; altura 7,00 cm; largura: 7,00 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de homem (par)
N.º de inventário: MTB 454
Função: Calçado grosseiro utilizado para proteção dos pés, no trabalho do campo. Constituído por sola de madeira, corte de couro, pintado de cor preta. A união dos dois elementos faz-se pela colocação de uma tira fina de couro, pregado com tachas metálicas.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 29,00 cm; altura 13,00 cm; largura: 10,00 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

Designação: Socos de homem (par)
N.º de inventário: MTB 455
Função: Calçado grosseiro utilizado para proteção dos pés, nos dias de feiras e domingos. Quando este calçado estivesse mais rompido, passava a ser utilizado nos trabalhos do campo. Constituído por sola de madeira, corte de couro. A união dos dois elementos faz-se pela colocação de uma tira fina de couro, pregado com tachas metálicas.
Material: Madeira, couro, borracha, metal (tachas).
Dimensões: Comprimento: 28,00 cm; altura 12,00 cm; largura: 10,00 cm.
História: Estes socos foram feitos por José Alves Leite e comprados posteriormente pelo Museu das Terras de Basto.
Proprietário: Museu das Terras de Basto (Rua da Estação, Arco de Baúlhe).

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