Pelourinho de Abadim

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Texto de Dr. António P. Dinis

Em 12 de Outubro de 1514, D. Manuel I outorgou foral ao couto de Abadim, território com grande riqueza cinegética, situado nas faldas da serra da Cabreira. Deverá ser desta época o pelourinho de granito que ainda se ergue na localidade, a ladear o portal de entrada de outro ex-libris da freguesia, a Torre de Abadim. O monumento, de feição muito simples, é constituído por uma coluna de uste circular, lisa e capitel cúbico, com as faces talhadas em forma de escudos, sendo uma delas decorada com elemento heráldico, representando uma estrela de cinco pontas, envolvida por moldura quadrilobada. O conjunto, coroado por pináculo em forma de pera, assenta num soco circular de um só degrau com bordos arredondados. Embora singelo, o pelourinho revela-se um exemplar patrimonial de superior importância, pelo simbolismo de que esteve imbuído, relacionado com a autonomia administrativa e judicial que caraterizou o território, até à extinção do couto, 1836, daí a classificação como Imóvel de Interesse Público (Decreto nº 23122, D.G. I Serie, nº231 de 11.10.1933).

 

Bibliografia

António P. Dinis – Cabeceiras de Basto: História e Património. Cabeceiras de Basto: Câmara Municipal, 2003. P. 208-209.

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Torre de Abadim ou Casa do Tronco

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Texto de Dr. António P. Dinis

Nos meados do séc. XIII, d. Afonso III coutou Abadim, nas cercanias da serra da Cabreira, sendo seu primeiro donatário D. Rodrigo Viegas “Abadim”. O solar medieval dos Badim ocuparia, provavelmente, o lugar onde hoje se ergue a casa da Torre, também denominada casa do Tronco, construção quinhentista, talvez contemporânea do foral concedido pelo rei D. Manuel I a Abadim. Neste histórico edifício destaca-se a torre armoriada, de planta quadrangular, rematada por ameias e gárgulas zoomórficas nos cunhais. O possante corpo, com dois pisos, possui seteira e portas em arco quebrado, ainda relacionando a construção com modelos do gótico. O interior, simples, possui conversadeiras nas janelas, um nicho moldurado em arco abatido e um fogão de sala para aquecimento do amplo espaço.

A casa da torre de Abadim é um valor patrimonial de referência não apenas pela sua arquitetura, mas também pela história e fantasia que a envolvem. Aqui terá funcionado a casa da justiça e cadeia do couto de Abadim e nela se terão acoitado os assassinos de Inês de Castro, na fuga para Castela. Deste episódio resultou a lenda do aparecimento do fantasma dos algozes, cerca da meia-noite, vagueando pela varanda da torre, transportando a cabeça da desafortunada senhora.

Prova da importância de Abadim noutras eras é a existência na freguesia de um conjunto de casas de reconhecido valor patrimonial de que nos permitimos destacar a Casa da Ramada com o seu portal armoriado. A estrutura inicial da casa, que possui espigueiro, eira e alpendre, poderá datar do século XVII (sendo 1678 a data que consta numa padieira), mas deverá ter recebido obras de beneficiação na primeira metade do século XIX (constando o ano de 1828 na padieira de uma das portas).

 

Referência bibliográfica

António P. Dinis  –  Cabeceiras de Basto: História e Património. Cabeceiras de Basto: Câmara Municipal, 2003. p. 208-209.

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Natal no Museu

O Museu das Terras de Basto através da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto promoveu nos dias 05, 06, 07 e 12 do corrente mês, atividades relacionadas com a quadra natalícia.

Envolto num ambiente com um cheirinho a Natal, o Serviço Educativo do Museu, convidou o Pai Natal para animar e alegrar as crianças, onde não faltou a boa disposição e claro os presentinhos. Para além disso, os meninos ainda puderam apreciar o filme “Phineas e Ferb – Férias de Natal”.

Nesta iniciativa participaram cerca de 160 crianças e 16 adultos da EB1 e JI de Arco de Baúlhe.20171206_10543520171206_10501620171206_101539_HDR20171206_10542820171205_150336(1)20171205_15021920171206_10494020171206_10491420171206_10475820171205_15014920171205_15014420171205_145244.

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Lanterna de Sinais portátil

Designação

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Título

Lanterna de Sinais portátil

 

Descrição

Objeto de sinalização ótico, luminoso e portátil, que substitui as bandeiras no serviço noturno e é utilizado em situações de emergência ou sinalização, para completar ou confirmar indicações dadas pelos sinais fixos. Transmitem, segundo um código de cores, ordens que devem ser imediatamente cumpridas, relativas à circulação de comboios ou à execução de manobras.

Podem emitir uma luz amarela, verde ou vermelha, alternando os vidros coloridos diante da fonte luminosa, colocados no corpo central rotativo da lanterna. Obtêm-se as luzes: amarela, sinal de afrouxamento com diminuição de velocidade; a verde que indica via livre; e a luz vermelha que ordena paragem obrigatória.

São utilizadas pelos agentes de circulação, sendo a luz ativada através de uma lamparina existente no seu interior. A intensidade de luz devia permitir ser vista à distância pelo agente de condução.

Também designada de lanterna de mão. “Objeto de sinalização luminosa, ativado através de uma lamparina existente no seu interior, utilizado pelas guardas de passagem de nível e outro pessoal de estação. De acordo com o sinal que se pretendia comunicar, poderia emitir uma luz amarela, verde ou vermelha, bastando para isso alternar o vidro colocado no óculo da lanterna”. Imagem e referência no livro “O Caminho de Ferro Revisitado: o caminho de ferro em Portugal de 1856 a 1996”; Caminhos de Ferro Portugueses – EP; p. 374.

 

Fonte: http://www.fmnf.pt/colecao/ficha.aspx?t=o&id=309

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Apresentação do livro “Soqueiros e Tamanqueiros – Fabrico e uso do calçado de pau em Cabeceiras de Basto”

No dia 9 de setembro de 2017, às 15h30, realiza-se na Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira Carvalho, no Arco de Baúlhe, a apresentação da obra “Soqueiros e Tamanqueiros – Fabrico e uso do calçado de pau em Cabeceiras de Basto”.

Foi com a doutora Isabel Fernandes, Diretora do Museu Alberto Sampaio, Paço dos Duques de Bragança e Castelo de Guimarães, que se iniciou um projeto ambicioso de trabalho, uma linha editorial no Museu, que conta já com o seu quarto volume.

Esta nova monografia, editada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, foi escrita pela Professora Doutora Teresa Soeiro, da Faculdade de Letras do Porto, recuperando através da sua investigação o percurso e práticas do ofício de tamanqueiro, valorizando os seus mestres, que calçaram muitas gerações de cabeceirenses.Tam.

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Conservação e restauro de duas imagens de roca do Núcleo de Arte Sacra da Igreja de S. Miguel de Refojos

Com o apoio da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, as Oficinas Santa Bárbara executaram durante o mês de julho/agosto, o restauro de duas imagens de roca – uma, datada do séc. XVII (?) e a outra, Nossa Senhora das Dores, datada do séc. XIX-XX.

Estas duas esculturas pertencem ao acervo do Mosteiro de S. Miguel de Refojos de Basto e integram a exposição permanente do Núcleo de Arte Sacra do Museu das Terras de Basto.

Imagem de Roca (séc. XVII?)

Estado de conservação

O suporte lenhoso apresentava ligeira desidratação, mas encontrava-se de um modo geral em bom estado geral de conservação.

Além da inexistência de cinco dedos na mão direita e de um na mão esquerda, é possível observar algumas perfurações dispersas.

A camada pictórica estava em bom estado geral de conservação, com a superfície coberta por camada de verniz oxidado de cor amarelada.

Tratamento Efetuado

Numa primeira fase, a escultura foi sujeita a um tratamento curativo e preventivo contra o inseto xilófago (Xilofene® S.O.R.2 inseticida e fungicida), através de pincelagem, em toda a superfície da peça, e colocada em ambiente saturado, durante 5 dias.

Em seguida, procedeu à desmontagem dos elementos articulados.

Os dedos inexistentes foram reconstituídos com madeira de castanho tratada e imunizada.

Os furos de pequena dimensão foram colmatados com massas acrílicas (Modostuc®).

Após testes de solvência, segundo as tabelas internacionais de conservação e restauro, determinou-se que era possível a remoção da camada de verniz oxidado com uma mistura de acetato de etilo e metiletilcetona (50:50). Esta operação foi sempre seguida de neutralização com hidrocarboneto fraco (White Spirit).

Executou-se em seguida a reintegração volumétrica de lacunas na camada pictórica com massas de gelatina animal e cargas neutras (pó de carbonato de cálcio), fazendo-se o nivelamento com abrasivos finos (folhas abrasivas nº 600 e 1000), sem interferência nas áreas adjacentes.

A superfície da madeira da reconstituição dos dedos foi preparada com massas à base de adesivo animal e cargas neutras (pó de carbonato de cálcio), seguido de nivelamento com lixas finas.

Uma vez removidos os vernizes e colmatadas as lacunas, aplicou-se em toda a extensão uma fina pelicula de resinas acrílicas (Paraloid B72®, em solução de 5%, 50:50 tolueno e acetona).

Os preenchimentos volumétricas executados anteriormente, foram reintegrados cromaticamente com tintas acrílicas (guaches acrílicos da Winson e Newton) e pigmentos inorgânicos e médium acrílico

Finalmente, toda a superfície foi protegida com vernizes acrílicos comerciais (1:1 verniz brilhante e mate, Tallens®).

Nossa Senhora das Dores (Séc. XIX-XX)

Estado de conservação

O suporte lenhoso apresentava acentuada desidratação, o que levou à formação de micro-fissuras, o que era manifesto nas zonas de pressão volumétrica da oxidação das tachas que faziam a união das ripas entre base e o tronco.

Vestígios da ação do inseto xilófago com particular incidência nas ripas e na base, enfraquecendo a sua estrutura lenhosa, o que nos parece ser devido à utilização de madeira de fraca qualidade. Uma das ripas estava fraturada e outra apresentava um enxerto associado para manter a sua resistência.

Além da inexistência de dois dedos em cada mão, é possível observar numerosas perfurações na zona frontal e na cabeça, muito provavelmente originadas pela necessidade de fixação dos panejamentos e da cabeleira.

O tronco e o topo da cabeça apresentavam numerosos finos pregos muito oxidados, resultado de anos de fixação do panejamento e da cabeleira.

A camada pictórica estava muito desidratada, o que estava na origem de retrações verticais, na cara e no tronco, dando origem a lacunas na sua periferia. Além disso, sobre toda a superfície existia uma camada de verniz oxidado de cor amarelada.

A superfície do topo da cabeça, onde é colocada a cabeleira, ostentava numerosos vestígios de adesivos de características diversas.

 

Tratamento Efetuado

Numa primeira fase, a escultura foi sujeita a um tratamento curativo e preventivo contra o insecto xilófago (Xilofene® S.O.R.2 insecticida e fungicida), através de pincelagem, em toda a superfície da peça, e colocada em ambiente saturado, durante 5 dias.

Em seguida, procedeu à desmontagem dos elementos articulados e à remoção das ripas e da base.

Uma vez que as ripas e a base se encontravam num estado de degradação estrutural muito acentuado, optou-se pela sua substituição por novos elementos em madeira de castanho tratada e imunizada. As tachas muito oxidadas e enfraquecidas foram substituídas por novas do mesmo tipo (fabrico manual).

Os dedos inexistentes foram reconstituídos com madeira de castanho tratada e imunizada.

Todos os pregos oxidados existentes no topo da cabeça e no tronco foram removidos mecanicamente. Os parafusos dos braços foram limpos mecanicamente e em banho fraco de ácido fosfórico, seguido de neutralização em água destilada, e finalmente foram protegidos com um anti-oxidante comercial (Cinifer®).

Os furos de grande dimensão existentes no suporte lenhoso, foram preenchidas com massas epóxidas (Araldite SV 427 e Endurecedor HV 427), enquanto os de pequena dimensão foram colmatados com massas acrílicas (Modostuc®).

Após testes de solvência segundo as tabelas internacionais de conservação e restauro, determinou-se que era possível a remoção da camada de verniz oxidado com uma mistura de acetato de etilo e metiletilcetona (50:50). Esta operação foi sempre seguida de neutralização com hidrocarboneto fraco (White Spirit).

Executou-se em seguida a reintegração volumétrica de lacunas na camada pictórica com massas de gelatina animal e cargas neutras (pó de carbonato de cálcio), fazendo-se o nivelamento com abrasivos finos (folhas abrasivas nº 600 e 1000), sem interferência nas áreas adjacentes.

A superfície da madeira da reconstituição dos dedos foi preparada com massas à base de adesivo animal e cargas neutras (pó de carbonato de cálcio), seguido de nivelamento com lixas finas.

Uma vez removidos os vernizes e colmatadas as lacunas, aplicou-se em toda a extensão uma fina pelicula de resinas acrílicas (Paraloid B72®, em solução de 5%, 50:50 tolueno e acetona).

Os preenchimentos volumétricos executados anteriormente, foram reintegrados cromaticamente com tintas acrílicas (guaches acrílicos da Winson e Newton) e pigmentos inorgânicos e médium acrílico.

Finalmente, toda a superfície foi protegida com vernizes acrílicos comerciais (1:1 verniz brilhante e mate, Tallens®).

 

 

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“Puzzle comboio”

Gostas de puzzles?

Aqui está um desafio… Visita o Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe (Museu das Terras de Basto) e descobre uma atividade divertida do nosso Serviço Educativo. Monta um puzzle da centenária locomotiva patente na exposição permanente ou do formoso edifico da estação de Arco de Baúlhe.

 

Aparece e diverte-te!

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