Páscoa no Museu

O Museu das Terras de Basto (Núcleo de Arte Sacra da Igreja de S. Miguel de Refojos) através do CTCMCB organizou uma peça de teatro para cerca de 300 crianças do grupo de catequese de Refojos.
Esta iniciativa foi realizada no auditório da Casa da Juventude, no dia 21 de março, sábado, à tarde, dividida em duas sessões.
Em cada exibição foram representados um conjunto de vários contos, educativos e muito divertidos, que fizeram a alegria das crianças e dos adultos ali presentes.
Foi uma experiência única! E uma forma diferente de dar as boas vindas às férias da Páscoa…

(FM)

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O canteiro das ervas aromáticas e os nossos jardins

O Museu das Terras de Basto através da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto comemorou no dia 19 de março, quinta-feira, a chegada da Primavera.
Uma iniciativa inspirada na natureza, na qual à semelhança dos anos anteriores, os utentes do Centro de Dia do Arco de Baúlhe participaram na atividade de plantio no canteiro das ervas aromáticas e na plantação de uma Tília nos jardins do Museu.
No final oferecemos um pequeno beberete ao grupo, o qual incluía um chá feito com a cidreira do nosso canteiro das ervas aromáticas.

(FM)

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A estação de comboios de Arco de Baúlhe vista pelos jovens

Envolver crianças, escolas e outros grupos educativos é uma das prioridades do Museu das Terras de Basto. Neste sentido, o Serviço Educativo do museu, promove e desenvolve um conjunto de atividades educativas e culturais, entre as quais, “A estação de comboios de Arco de Baúlhe vista pelos jovens”. Esta atividade tem como objetivo dar a conhecer melhor a antiga estação ferroviária de Arco de Baúlhe, estimulando no público mais jovem, a imaginação, a criatividade e as suas capacidades intelectuais.
Deste modo, e aproveitando o sol destes dias, já com um cheirinho a primavera, os alunos da disciplina de Educação Visual do 9.ª ano da escola de Arco de Baúlhe, acompanhados pela professora Rosário Gomes Coelho, têm vindo ao museu desenvolver esta atividade mostrando um grande interesse e capacidade de ilustração da nossa estação ferroviária.

(FM)

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Breves apontamentos sobre a Páscoa, na segunda metade do século XX, em Cabeceiras de Basto

A Páscoa é uma festa religiosa que antigamente, mais do que agora, era intensamente vivida pelas famílias.
Na semana que antecedia o domingo de Páscoa fazia-se uma limpeza profunda à casa. Na manhã do dia de Páscoa colocava-se sobre as camas as melhores cobertas, e, na mesa da sala a melhor toalha branca que se possuía, enfeitada com uma bonita jarra de flores. E normalmente era o dia em que se estreava roupa.
No dia de Páscoa havia também o costume de os padrinhos oferecerem o folar aos seus afilhados. Até aos anos 80 do século XX era costume dar-se uma regueifa, algumas delas grandes, tão grandes que se podiam pôr ao pescoço. Hoje em dia costuma dar-se roupa ou dinheiro.
No caminho junto das casas, por onde passava o compasso pascal, faziam-se tapetes de flores da época, inteiras ou desmanchadas, as quais se espalhavam pelo chão.
O compasso pascal era encabeçado pelo sacerdote, seguido pelo homem que levava a cruz, o moço da água benta, pelo da campainha, o do saco das esmolas e ainda o dos foguetes. Mais ou menos a partir da década de noventa o padre foi sendo substituído, primeiro pelo seminarista e mais tarde por pessoas da freguesia.
Logo de manhã cedo iniciava-se a visita pascal. Numas freguesias começava com a celebração da missa, noutras simplesmente com a bênção, saindo de seguida a cruz, ao som do toque da campainha, para anunciar que o compasso já lá vinha. Nas freguesias maiores, o domingo de páscoa não era suficiente para se percorrer todos os lugares, havia então o domingo seguinte a que se chamava pascoela e noutras a segunda-feira de Páscoa.
O compasso entrava em casa. Davam-se as saudações e benzia-se a sala com a água benta. De seguida dava-se o crucifixo a beijar a toda a família. A passagem do compasso pelas casas festejava-se com o som do estalar dos foguetes.
À mesa colocava-se o pão-de-ló e vinho para o grupo fazer um pequeno beberete.
Havia também a tradição do folar do padre. Por volta da década de cinquenta do século XX, usava-se colocar ovos num prato em cima da mesa, um dos homens do compasso trazia uma cesta para os recolher. Mas ainda mais antigo, segundo Joaquim Teixeira, natural da freguesia de Pedraça, era a colocação de uma laranja na mesa com uma moeda espetada. Atualmente em Outeiro há famílias que ainda usam essa última tradição. Na década de setenta e oitenta muitas famílias davam ao padre uma rasa de pão (uma rasa de pão equivale a quinze quilos de milho) que mais tarde foi substituído por um envelope com dinheiro.
No dia de Páscoa o almoço era melhorado. Por volta das décadas de sessenta-setenta, Conceição Mouta, que na época morava em Cavez, fazia à lareira, arroz com galinha ou coelho. Mais tarde começou a fazer assados no forno, normalmente galo com batatas assadas e arroz, ou o cozido à portuguesa. A sobremesa era sempre o pão-de-ló.
Atualmente muitas famílias fazem o cabrito assado no forno.
Em Pedraça e em muitas outras freguesias no final da visita pascal as pessoas reuniam-se no adro da igreja, onde cada um voltava a beijar a cruz. Em Cavez em tempos passados, a visita pascal terminava no campo da feira do Souto da aldeia, onde se formava uma procissão em direção à Igreja.

Recolha feita por Fátima Magalhães. Os nossos informantes foram Conceição Mouta, 73 anos de idade, residente na freguesia de Pedraça, Joaquim Magalhães, 76 anos de idade, residente na freguesia de Pedraça e Dídia Teixeira, 88 anos de idade, residente na freguesia de Outeiro.

(FM)

Páscoa

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Já não se fazem carnavais como antigamente

Como em todas as tradições, os carnavais de antigamente transportam memórias de um tempo de fantasia, onde reinavam as brincadeiras, com partidas pelo meio, que faziam a diversão de muitas pessoas. Brincadeiras essas que o tempo vai apagando, mas que ainda permanecem nas memórias dos mais velhos. Deixa-se aqui alguns registos destas diversões que reportam às décadas de 50, 60 e 70 do século XX.

Chamar ao funil
Na noite de carnaval em Outeiro formava-se um grupo de quatro ou cinco pessoas que apregoavam pela noite dentro.
Para esta farra era necessário um funil grande (os utilizados para deitar o vinho nas pipas). O grupo escolhia o cimo de um monte (um dos mais utilizados era o Pinheiral da Moucha) e por volta da meia-noite /duas horas da manhã, utilizando o funil, começavam a pronunciar um nome, que podia ser o nome de um amigo, ou o nome da namorada de um colega, entre outros, e de seguida marcavam encontros com essas namoradas em som alto para todos ouvirem, ou então, diziam galhofas acerca das pessoas que referiam.

Os mascarados à noite
Na noite de carnaval havia ainda quem se mascarasse para bater à porta dos vizinhos. Se os mascarados fosse um casal, o homem vestia-se de mulher e a mulher de homem.

A serrada da velha
Um grupo de jovens levavam consigo um cortiço, um serrote e passavam pelas casas dos mais velhos da freguesia dizendo:
– “Ó velha/o do serrão diz o ato de contrição, que aí vai o velho do serrão.”
Seguidas estas palavras serravam o cortiço (uma brincadeira que os mais velhos não gostavam muito).

O burro do entrudo
O burro do entrudo era feito com um molho de palha, onde se colocavam duas rodas e uma corda, que servia para o puxar. Este “burro” percorria a freguesia e ao mesmo tempo iam dizendo:
– “Anda ver o burro do entrudo”
E ao percorrerem os lugares da freguesia, chamavam pelas pessoas que lá moravam, podendo dizer o seguinte:
– “Manuel anda ver o burro do entrudo”
– “Maria és uma boa rapariga”
– “Maria anda dormir comigo”

Esta recolha foi feita em 2012, por Fátima Magalhães. A nossa informante foi Dídia Teixeira, 87 anos de idade, residente na freguesia de Outeiro.

(FM)

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Bolo entre lenha de sardinhas ou de chouriço

Já aqui registamos a feitura da broa de mistura, hoje falaremos do modo de preparação do bolo de sardinhas ou de chouriço.

Ingredientes:
Para cada bolo: 0,5 kg de massa da mesma que é utilizada para fazer a broa.

Modo de preparação:
Da mesma massa para fazer a broa faz-se também o bolo. Retira-se cerca de 0,5 kg dessa massa, que é colocada na pá do forno, onde é moldada e arredondada, ficando com a espessura de 2 cm. A parte superior do bolo é coberta com sardinhas pequeninas ou com chouriço às rodelas. Vai ao forno cerca de 5 minutos.

Notas: Antigamente no dia de cozer o pão, antes de colocar as broas a cozer no forno, fazia-se o bolo de sardinhas ou de chouriço. Com uma vassoura de giesta, varriam-se as brasas para um dos lados do forno e outras ficavam à entrada. De seguida colocava-se o bolo, que era cozido com a porta do forno aberta. No fim da cozedura do bolo, colocava-se mais lenha no forno para que ficasse novamente bem quente para cozer as broas, por isso o chamam de bolo entre lenha.

Data da recolha: 2011
Informante: Maria da Conceição Mouta
Natural de: Cavez
Residente em: Pedraça
Coletores: Fátima Magalhães

(FM)
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A tradição do natal no Museu das Terras de Basto

O Museu das Terras de Basto, no âmbito do serviço educativo, promoveu na semana de 09 a 12 de dezembro uma atividade para comemorar a época natalícia.
A passagem do filme Frozen e a presença do Pai Natal, com os seus presentinhos, vieram reavivar a tradição natalícia no museu.
Esta iniciativa destinou-se às crianças da primária e do Jardim de Infância, com a participação de 185 crianças do Arco de Baúlhe.

(FM)

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