A Festa das Papas contada em poesia

Gondiães e Samão são aldeias de montanha da União de freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas, com uma admirável paisagem natural, situadas no limite do concelho de Cabeceiras de Basto e vizinhas de Montalegre e Ribeira de Pena.

Aqui, todos os anos, se cumpre a tradição da Festa das Papas, no dia 20 de janeiro, nos anos pares em Gondiães e nos anos ímpares no Samão.

Esta festividade é dedicada a São Sebastião – padroeiro contra a fome, a peste e a guerra -, por em tempos longínquos a população ter recebido, num momento de aflição, a proteção deste Santo.

Este ano compete às gentes de Samão a azáfama da preparação da festa, sempre com muita dedicação, e o gosto de receber os forasteiros, que por devoção, curiosidade ou pelo apreço das tradições, aparecem sempre em grande número.

É sobre esta tradição que vos damos a conhecer as catorze estrofes realizadas por Benta Lopes, de 79 anos, residente em Gondiães, as quais nos descrevem a Festa das Papas.

Advertisement
Publicado em Antropologia, Etnografia | Publicar um comentário

O museu foi à escola e levou o Pai Natal

O Serviço Educativo do Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe, em colaboração com o Jardim de Infância do Arco de Baúlhe, levou a tradição do Natal do museu à escola. Num momento de diversão, os petizes ouviram a história das personagens ‘Maria e o Pai Natal’.

O apito do comboio, as canções de Natal, as prendinhas e o Pai Natal geraram um autêntico ambiente natalício de harmonia e amizade.

Publicado em Actividades educativas | Publicar um comentário

Natal na Casa da Lã

A Casa da Lã dinamizou na passada terça-feira, dia 13 de dezembro, a iniciativa ‘A minha estrela de lã’, em colaboração com o Jardim de Infância de Bucos.

As crianças experienciaram o toque da lã no seu estado puro, para logo após, elaborarem uma bonita estrela para a decoração de Natal da Casa da Lã. No final da atividade, as crianças receberam um miminho de Natal oferecido pelo Serviço Educativo da Casa da Lã.

Publicado em Actividades educativas | Publicar um comentário

O entreposto viário de Arco de Baúlhe

O Arco de Baúlhe é uma freguesia do concelho de Cabeceiras de Basto elevada à categoria de vila em 1991.

Ao longo dos séculos esta povoação distinguiu-se das outras terras desta região, por se encontrar na confluência de estradas importantes e por se dedicar ao comércio, num concelho cuja vivência tradicional era a de uma agricultura de subsistência, muito embora no Arco existissem atividades relacionadas com a pequena indústria e a agricultura.

No século XVIII, esta povoação foi o principal entreposto viário e comercial entre o Minho e Trás-os-Montes, permanecendo assim até pelo menos à primeira metade do século XX, sendo que, em 1949, é inaugurada a Estação Ferroviária de Arco de Baúlhe, terminus da Linha do Tâmega.

Pela Rua do Arco passava a “estrada real”, o que ainda hoje se comprova pela existência de edifícios de relativa dimensão, ocupados por importantes lojas comercias e hospedarias.

No Arco de Baúlhe também existia um acesso fluvial muito curioso, que ligava Atei (Mondim de Basto) ao Arco de Báulhe – a travessia pela barca. Por aquelas águas tímidas e serenas do Rio Tâmega, o barqueiro conduzia a sua barca de uma margem à outra, transportando pessoas, animais e produtos, tendo esta permanecido ativa até ao início da década de 90 do século XX.

Publicado em Antropologia, História local | Publicar um comentário

Em homenagem às boas tecedeiras de Basto

Pelas Terras de Basto havia muitas e boas tecedeiras, arte normalmente transmitida de mães para filhas, ou por uma boa tecedeira a quem os pais confiavam a filha para aprender.

Estas artesãs teciam roupas para vestir a família e o lar, e não raras vezes, para ajudar a aumentar os parcos rendimentos agrícolas da casa.

No “O Liberal de Basto”, de 1923, um jornal local de Celorico de Basto, que existiu durante treze anos, descreveu num dos seus artigos, as belas peças executadas por uma tecedeira, do lugar de Petimão.

Esta povoação pertence desde 1946 à freguesia de Alvite, concelho de Cabeceiras de Basto, mas à data deste artigo, ainda integrava a freguesia de S. Clemente de Basto, concelho de Celorico de Basto.

Aqui transcrevemos a notícia que exemplifica o extraordinário trabalho de artesanato da nossa região:

“Maravilhosamente executados por uma humilde rapariga de Peitimão, vimos há dias alguns tapetes, que, na verdade, nos encantaram.

Dum esplêndido fabrico e côres admiráveis – as côres bem portuguesas – cheio de desenhos íngenuos, ou então de ornatos que a nossa vista segue em complicadas linhas, são realmente um belo gesto de vitória duma arte caraterística desta região.

E porque é um trabalho digno de admirar-se, bem merecedor do interesse das senhoras, – e também dos seus pés pequeninos, – é que aqui a eles fazemos referência.”

Publicado em Antropologia, Etnografia | Publicar um comentário

10 anos da Casa da Lã

A Casa da Lã, sediada na antiga escola primária de Bucos, celebrou ontem, dia 7 de setembro o seu 10.º aniversário.

Trata-se de um núcleo que integra o Museu das Terras de Basto e que funciona como um centro interpretativo sobre o trabalho da lã. Todas as quintas feiras de tarde é possível acompanhar um grupo de mulheres – as Mulheres de Bucos – a trabalhar ao vivo nos diversos trabalhos da lã.

Para assinalar a data os visitantes foram presenteados com um novelo da lã de Bucos.

Publicado em Actividades | Publicar um comentário

A Festa de S. Bartolomeu de Cavez e a novela de “Maria Moisés” de Camilo Castelo Branco

A Festa de São Bartolomeu de Cavez realiza-se nos dias 23 e 24 de agosto.

É uma bonita romaria, muito concorrida, pois para o povo de Cavez o dia 24 é como se fosse um dia de feriado.
Já aqui referimos num artigo publicado a 2022.03.11, intitulado “Festa de S. Bartolomeu de Cavez”, que em tempos idos, esta festividade era associada a constantes zaragatas, desordem e pancadaria entre minhotos e transmontanos.

A este propósito deixamos aqui um excerto do conto “Maria Moisés” das Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco.

“Joaquina, posto que pobre, fora pedida por um lavrador abastado de Cavez; deviam casar no S. Miguel, depois das colheitas; mas na noite de 24 de Agosto, quando em Cavez se festeja o S. Bartolomeu, os festeiros do Minho brigaram com os de Trás-os-Montes, segundo o bárbaro estilo daquela romagem. O tiroteio de ambas as margens do Tâmega principiou às dez da noite. Ao romper da alva, os turbulentos acometeram-se peito a peito de clavinas engatilhadas, e dos dois valentes que caíram mortalmente feridos na ponte, um era o noivo de Joaquina. A rapariga ainda o viu moribundo; quis despenhar-se da ponte, e foi levada sem alento para casa da mãe do morto, que a tratou com o amor que tinha ao filho.”

Publicado em Antropologia | Publicar um comentário

A lenda da D. Comba

Reza a lenda que, há muitos séculos atrás, viveu na Casa da Taipa (em Cabeceiras de Basto, S. Nicolau) uma senhora fidalga e muito poderosa chamada D. Comba.

Esta mulher possuía um coração de pedra, era malévola e comprazia-se em fazer aos outros as maiores crueldades.

Por exemplo, frequentemente mandava os criados pescar trutas no rio mais próximo (provavelmente o Rio Peio), sentindo prazer em vê-las fritar ainda vivas.

Consta que D. Comba tinha poucos preceitos religiosos e morais, tendo até mantido uma guerra aberta e muito feroz contra os frades do Mosteiro Beneditino de S. Miguel de Refojos.

Conseguiu vencê-los sem dó nem piedade, tendo-se atrevido entrar montada a cavalo e acompanhada pelos seus sequazes, na bonita igreja daquele mosteiro. Os cavalos aí se mantiveram, fazendo esta senhora da igreja uma estrebaria!

Mas o castigo divino acabou por chegar, e o povo garante a pés juntos que, depois de morta, a alma dela nunca encontrou o descanso divino. De facto, todas as sextas-feiras, pela calada da noite, D. Comba pena por terras da Casa da Taipa. Quem quiser pode ir, numa sexta-feira à noite, atentar numa luz que desce a colina próximo da Casa da Taipa, dá várias voltas à Capela da Casa e volta para a colina. Mas, por muito que as pessoas tentem ninguém a consegue ver, pois, mal se aproximam a luz apaga-se…

Conclusão, aqui pode aplicar-se o ditado popular “Não faças mal ao vizinho, que o teu mal pelo caminho vem”.

Publicado em História local, Sem categoria | Publicar um comentário

Educação pela Arte: painel de azulejos servem de inspiração

Ao longo do terceiro período letivo, a professora de Educação Visual, Rosário Gomes Coelho, da EB2,3 de Arco de Baúlhe, propôs aos seus alunos do 7.º ano, no âmbito do conteúdo “Módulo e Padrão”, e em articulação com o conteúdo “Design”, desenvolvessem um trabalho em torno da temática Design de Moda,  inspirando-se no painel de azulejos da fachada do edifício principal do Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe.

Aos alunos foi sugerido a conceção de peças de vestuário e acessórios, resultando criações bastante interessantes por parte destes ‘jovens estilistas’ .

Ficamos honrados pelo facto de o nosso património ter servido de mote à educação pela arte e ter proporcionado um interessante intercâmbio entre as escolas e o museu. Voltem sempre!

Publicado em Actividades educativas | Publicar um comentário

workshop de design na Casa da Lã

Integrado na comemoração do Dia Internacional dos Museus, realizou-se no dia 19 de maio, o workshop de design ‘Do ancestral ao contemporâneo, na Casa da Lã, .

Uma atividade onde a prática da cerâmica se conjugou com a composição têxtil e que contou com a participação das Mulheres de Bucos, da escultora Patrícia Oliveira e da estilista Helena Cardoso.

Na atividade participaram turmas do Externato de S. Miguel de Refojos e uma turma do 3.º ano da licenciatura em Artes Visuais da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, que ficaram a conhecer de perto o trabalho que as Mulheres de Bucos desenvolvem com a lã, bem como a prática da cerâmica demonstrada pela escultora Patrícia Oliveira.

Publicado em Actividades, Actividades educativas | Publicar um comentário